segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Dias iguais?

Girando, girando, girando...
Um misto de medo e dor;
Humilhação, suor, calor...
Tudo ao mesmo tempo agora.

Apenas um a mais
Uma noite, um dia
Se seguem... tão iguais...
Iguais? Quem sabe..
Um dia...
Uma noite..
Vazia!

É o frio lá fora
O calor do ódio aqui dentro
Os olhos queimam
A pele reclama
É tudo tão real
A mesma chama...

E de novo,
o meu perdão?
Nem sempre é fogo,
as vezes, só ilusão.

Medo. Calor. Escuridão.
Pode ir,
não vou voltar...
não há mais razão....

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Carta para você


Talvez essa seja mais uma daquelas cartas que se juntam a coleção "escrevi mas não mandei", não sei, vou decidir ainda.
Mas enfim... Hoje foi mais um desses dias em que está indo tudo bem e de repente, tudo desmorona.

Quando te chamei para conversar, eu já estava acreditando na sua inocência, ou ao menos, querendo acreditar na mentira que eu te deixaria inventar, em qualquer história. Porque a verdade ia doer demais...

Mais uma vez, independente do que houve ou não, e por mais que meu sexto sentido esteja gritando q você não está me contando tudo... Eu vou acreditar em você, de novo. Deixarei pra lá, de novo.
Naquela parte do coração onde ficam os "fantasmas da relação", aquelas coisas mal resolvidas...

Porque penso que relacionamentos sejam isso mesmo, um pouco de fé, um pouco de ilusão...

Mas hoje... doeu um pouco mais que o "usual", e dói, ainda ta doendo.
E eu esperava outro tipo de reação sua. Me deixou insegura sem chão... Sei la... to suspensa... to no ar...
Com um peso no peito q me dificulta a respiração.... To frustrada.

Essa é a palavra, to frustrada!

To ficando com medo...

Se não for pra valer. Vamos acabar com isso agora, antes q eu me envolva ainda mais.
Eu te levo muito a sério...

Então.. Se não for pra valer, melhor nem ser!

Com amor, 

PS: Suas roupas estão na mala, os meninos estão na casa da mamãe, vou sair para pensar um pouco. E talvez eu volte, ou talvez você nem leia essa carta. Ou... talvez esse seja o último recado que eu deixo para você

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Confissão

E de repente, em que tudo parecia normal. Ele se aproximou, e disse, em um único folego:

- Olá, tudo bem? Por favor não me interrompa, tenho algo a lhe dizer, é grande, então escrevi, escuta, que eu vou ler!

" Minha querida (acho que não posso mais te chamar assim, desculpa, comecemos de novo)
  Minha cara,

Hoje entendo o porquê de não ter dado certo entre nós; tão claramente que até me assusto por ter demorado tanto para perceber. Por muito tempo, pensei que o problema fosse apenas eu. Que tivesse estragado tudo com aquela coisa sem importância. Que se eu tivesse tentado mais, talvez, hoje, estaríamos juntos, felizes. Sabe... o problema não foi "a outra", não foram as brigas, nem o fato de não termos tantas coisas em comum.
Por muito tempo, revivi a cena de seu rosto se virando, para esconder olhos beirando ao choro, enquanto seu cabelo esvoaçava no vento deixando no ar aquele cheiro do seu shampoo.

Mas, em minha mente, eu fazia um final diferente. Te segurava, te perseguia, implorava o seu perdão, fazia tudo, inúmeras possibilidades! Menos o que realmente fiz; te deixar ir embora sem nenhuma palavra... Sem fazer nada!

Por quanto tempo vivi no "e se"?! Até que hoje, finalmente, entendi.
E agradeço por ter te deixado ir. Não deu certo, porque não era amor. Era admiração! Uma tão grande, que por vezes, confesso, te invejei. E de tanto te odiar, acabei te amando. E te tanto amar, voltei a te odiar. Não sei explicar. É confuso, eu sei. Mas é difícil para mim te ver feliz. Espero que se você o for, que seja bem longe de mim."
- Se cuida, não suma! Quero manter o contato!

E então, um aperto de mãos, como entre dois estranhos que acabam de se conhecer, e partiu. Assim. Simples. Me deixando lá atônita sem dizer palavra. Sem voz, desnorteada. Tentando entender o que aconteceu.

E afinal, o que diabos aconteceu???

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Provisório

Sentia como se não tivesse direito a nada. Com uma casa, mas sem um lar, sempre em alguma cidade sem pertencer a ela... Pulando de lugar em lugar, sentia-se roubada, sem poder ser feliz. Nada cresce num chão que não pode ser regado.. E isso doía.. Cada vez mais, e mais forte...

Engraçado como ela parecia conhece-lo a muito mais tempo...

Mas ela n tinha esse direito... Perdendo pessoas, ganhando pequenos momentos.. Apenas pequenas amostras de felicidade... Parecia doloroso demais... Melhor nem começar... melhor nem tentar...

Que propósito do destino seria esse?

E ela acreditava em um destino... E pedia a ele que lhe enviasse uma historia de amor, uma de verdade... Daquelas de tirar o folego, com reviravoltas...

Mas a racionalidade não deixava ver, onde isso poderia dar.. sem perspectiva, qual semente brotará?
Não, sei... Dizem que mesmo estando fadado ao fracasso, isso nunca parou ninguém..
Mas vai saber... não é?

E decidiu então não se importar, vivendo um dia de cada vez...
Com um "mantra" no pensamento: "Se eu me deixar importar, tudo o q sinto, é dor.."
Melhor ir vivendo de pequenas amostras de felicidade, pois por enquanto é o que tinha de direito, não é?!

E então, saíram juntos... Mesmo que ela não acreditasse, mesmo que doesse pela partida que ela sabia que viria... Mas... resolveu arriscar... Quem sabe, não é?

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Zero hora

Noite. Faz frio. Tá escuro.
Não sei mais em que me segurar.
Nem sei ao certo o caminho a tomar.
Mais um trovão, mais um estrondo.
Mais medo. Mais solidão.
Não sei até onde vai o medo e começa a frustração.
Nem sei mais o que é sonho ou ilusão.
Mas é frio e é noite. A lua se foi e já não vejo mais nada.
É só você e a madrugada.
Sou só eu. E estou cansada...
Cansada de lutar por uma coisa que eu nem sei se existe mais...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O cartão

Marina,

Sei que não nos falamos tem muito tempo.
E, talvez, flores não resolvam nada... Mas já é um passo...
Faltam 15 dias para o Natal, acredito que essas flores durem até lá...


Mas adoraria que você me permitisse trazer mais algumas.

Só que dessa vez, pessoalmente, quando essas murcharem...
Me perdoa?

Com amor,

Seu pai

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O sorriso

Contagiava, não tinha jeito!
Malandro demais, quente demais, convencidamente e irritantemente lindo demais...

Que sorriso! Ah, o sorriso...

Não teve jeito, não resistiu..

Aquele jeitinho de sorrir podia quebrar qualquer barreira. Tinha magia. Encanto. E podia curar qualquer coração partido. Mesmo o dela... que estava em milhões de pedacinhos.

E isso a ia curando.
A cada sorriso.
Juntava, colava, grudava, recuperava um pedacinho de coração.
Selava, cicatrizava uma ferida.

E pedaço por pedaço, sorriso a sorriso ele foi a reconstruindo.
Mais feliz do que antes, mais esperançosa que antes, mais radiante que antes.

Como cada um dos seus sorrisos.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Quero sair

Girando, girando, girando...
Um círculo sem fim.
Fica feliz, fica triste, tem medo.
Medo, triste, feliz...Feliz, triste, medo.

Quero sair desse ciclo.
Não suporto mais!
Gira, gira...


Talvez a felicidade não tenha mesmo sido feita pro poeta.
Muita luz, é como muita sombra, não deixa ver...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Fantasma

Sempre acreditei que as pessoas não passam em nossa vida por passar...
E os eventos que se repetem é porque temos que aprender algo com eles. Para que só então nos deixem...

Mas qual eh a sua?
Por que não sai logo da minha vida?
Ou então fique de uma vez...

Só não suporto essas idas e vindas. Esse some aparece...
Pra mim chega! Vamos resolver isso de uma vez!