Noite. Faz frio. Tá escuro.
Não sei mais em que me segurar.
Nem sei ao certo o caminho a tomar.
Mais um trovão, mais um estrondo.
Mais medo. Mais solidão.
Não sei até onde vai o medo e começa a frustração.
Nem sei mais o que é sonho ou ilusão.
Mas é frio e é noite. A lua se foi e já não vejo mais nada.
É só você e a madrugada.
Sou só eu. E estou cansada...
Cansada de lutar por uma coisa que eu nem sei se existe mais...
Apenas um jeito de extravasar um pouco do muito que me vem à cabeça. São textos meus, que quase sempre aparecem mais como uma bagunça organizada. Fragmentos, um coquetel de pensamentos... Nem sempre coerente, nem sempre preciso, mas que juntos tentam me definir...
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Amostras...
Rosa. Acho que o teto era rosa.
E fiquei em silêncio. Um silêncio dolorosamente gostoso, sem palavra que descrevesse o muito pra se dizer. Ou talvez não houvesse o que ser dito, palavras teriam estragado tudo.
Penso que seja mesmo nessas horas que a gente sabe que é mais que provisório, é um pouco mais complicado. Sempre é. É como um “por enquanto” mesmo que esse “enquanto” seja muito rápido, mas um “enquanto” que segue se repetindo, mais uma vez, e outra.
E talvez se repita tanto exatamente por ser assim, tão efêmero. A consciência do fim nos faz dar sempre o melhor.
Ou talvez o tempo seja tão curto que não haja tempo para julgamentos. Ou talvez cada um viva das lembranças e expectativas que faz do outro.
E acho mesmo que as pessoas que a gente cria na mente são muito melhores que as reais. E como nunca há tempo, nunca destruímos essas pessoas idealizadas que temos um do outro.
E cada um segue feliz. Livre, e ,paradoxalmente, preso. Por estar livre, aí sim é que queremos nos prender, porque não podemos. E sabemos que não há outra saída, é isso ou o nada. Mesmo que “isso” seja tão pouco.
Sigo vivendo essas pequenas amostras de felicidade. E isso pode ser muito mais do que eu realmente mereça. E talvez seja o máximo que eu possa oferecer, porque , sempre há outras opções, pessoas, caminhos, dias e lugares...
sábado, 17 de março de 2012
Simples assim!
Faço de conta que sei que é impossível...
Mas a verdade, é que, por dentro,
sou só uma romântica incorrigível...
Eu daqui pensando nele,
enquanto sei que de lá ele também pensa em mim...
Então por que tudo tem q ser tão complicado?
Vem logo cuidar de mim!
Mas a verdade, é que, por dentro,
sou só uma romântica incorrigível...
Eu daqui pensando nele,
enquanto sei que de lá ele também pensa em mim...
Então por que tudo tem q ser tão complicado?
Vem logo cuidar de mim!
segunda-feira, 12 de março de 2012
Felicidade
Uma cidadezinha onde ainda é possível comprar um sorvetão pelo número de bolas, e não pelo peso. Com uma padaria na esquina, onde o dono ainda faz o caixa anotando tudo num caderninho. Com uma igreja no meio, com uma pracinha na frente e um coreto, onde toda a gente se reúne no domingo...
Um lugar onde ainda se pode ver meninos jogando bola na rua, e se pode ouvir a mãe chamando um a um para o jantar. Uma vizinhança simples, com jardins sem muros, onde todos se conhecem pelo nome. Em pleno século XXI...
Uma grande cidade pequena, se é que posso assim chamar... Onde ainda existem aposentados jogando damas e cartas nas pracinhas, dividindo espaço com os namorados que se encontram nos banquinhos...Uma cidade onde os rapazes ainda são trabalhadores e as moças são de "boa família"...
Uma cidade... que mudou minha versão de realidade, que mudou a minha vontade, e o "grande plano" do futuro.
Apenas uma cidade, que me fez lembrar que na verdade, a felicidade é simplicidade!
E nada mais! Saudade....
OBS: A linda ilustração foi retirada daqui! Onde dá pra ver mais desenhos bem legais! ^^
Um lugar onde ainda se pode ver meninos jogando bola na rua, e se pode ouvir a mãe chamando um a um para o jantar. Uma vizinhança simples, com jardins sem muros, onde todos se conhecem pelo nome. Em pleno século XXI...Uma grande cidade pequena, se é que posso assim chamar... Onde ainda existem aposentados jogando damas e cartas nas pracinhas, dividindo espaço com os namorados que se encontram nos banquinhos...Uma cidade onde os rapazes ainda são trabalhadores e as moças são de "boa família"...
Uma cidade... que mudou minha versão de realidade, que mudou a minha vontade, e o "grande plano" do futuro.
Apenas uma cidade, que me fez lembrar que na verdade, a felicidade é simplicidade!
E nada mais! Saudade....
OBS: A linda ilustração foi retirada daqui! Onde dá pra ver mais desenhos bem legais! ^^
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Chove
Quando menino a chuva era diversão.
Chutava poças, lama, árvores encharcadas... tudo era brinquedo!
Hoje, ela é redenção...
De repente, após muitos dias, volta a chover, forte, bem forte.
As pessoas correm para se abrigar, mas ele continua caminhando pesadamente.
As pessoas correm para se abrigar, mas ele continua caminhando pesadamente.
As gotas caem grossas e percorrem o seu rosto, em poucos minutos, está encharcado.
Mas dessa vez, não é tão engraçado como quando criança, e não dá vontade de correr e chutar poças... ele chora! Aproveita esse momento para pensar...
A chuva molha seu rosto, limpando sua alma, libertando sentimentos que há tanto tempo insistem em doer dentro do peito... Ele chora, e a chuva aperta, assim como o coração.
Todos o olham com curiosidade, "por que aquele homem caminha tão lentamente na chuva?", mas logo se esquecem, e voltam a seus próprios pensamentos...
Ninguém vai saber, nem notar, nem se importar... mas quando finalmente ele chega em casa, ensopado, ele sorri.
Por que nada melhor que aquela chuva para lavar a alma, libertar o espírito e mostrar que... apesar de tudo, ele ainda está vivo. E por mais tempestades que passem, ele sempre vai seguir em frente. Sempre!
Uma pequena homenagem pro meu amigo "toma-dor de chuvas"
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Encontros
Encontros são como presentes do tempo...
Uma nova chance, uma nova frase depois das reticências, uma oportunidade!
Em dias como hoje, tudo que eu queria era que o tempo me desse um presente.. e eu pudesse encontrar você.
Saudades...
Uma nova chance, uma nova frase depois das reticências, uma oportunidade!
Em dias como hoje, tudo que eu queria era que o tempo me desse um presente.. e eu pudesse encontrar você.
Saudades...
sábado, 4 de fevereiro de 2012
É... A gente cresceu...
Foi ali olhando para aqueles rostos, naquele bar, que eu tive a revelação mais assustadora de todos os tempos: a gente cresceu!
De um jeito ou de outro, estamos sempre juntos, e quando nos olhamos, enxergamos uns nos outros a juventude. Nos protegemos da maturidade, estar junto, é nunca envelhecer...
A amizade é tanta que nem nos demos conta de que já se vão anos; uns 8, pelo menos (Oh, Deus!).
Somos nós mesmos, mas não somos sempre os mesmos. Mas por estarmos sempre em contato, não nos demos conta.
Por um instante eu reparei naquela mesa, naqueles sorrisos. Os mesmos rostos, mas não as mesmas expressões; os meus olhos, mas não o mesmo brilho.
No decorrer desses anos, a turma também mudou um pouco. Tem a galera "base" que nunca abandonou o barco e sempre sai junta, tem quem sumiu, tem gente que chegou, gente que chegou e logo depois sumiu... Mas é sempre "A" turma, não importa, é aconchegante do mesmo jeito. Tem coisas que nunca mudam, e outras estão sempre em movimento, ainda bem!
Naquela mesa, sorrindo, eu notei o quanto evoluímos, o quanto mudamos sem perder a essência. E fiquei tão orgulhosa, tão feliz. Por termos mantido a chama acesa, por não deixar morrer, nem se afastar... Por mais que a vida tenha empurrado cada um prum lado...
Crescer junto, é crescer ainda mais. Hoje já não somos tão jovens, e algumas coisas são ainda menores quando olhamos de longe.. Mas quer saber de uma coisa?
A gente cresceu junto! Ainda bem! E espero que continuemos crescendo juntos, mesmo sem perceber... Pois talvez, aquela mesa de bar, seja nossa "Terra do Nunca" onde podemos ser jovens pra sempre!
De um jeito ou de outro, estamos sempre juntos, e quando nos olhamos, enxergamos uns nos outros a juventude. Nos protegemos da maturidade, estar junto, é nunca envelhecer...
A amizade é tanta que nem nos demos conta de que já se vão anos; uns 8, pelo menos (Oh, Deus!).
Somos nós mesmos, mas não somos sempre os mesmos. Mas por estarmos sempre em contato, não nos demos conta.
Por um instante eu reparei naquela mesa, naqueles sorrisos. Os mesmos rostos, mas não as mesmas expressões; os meus olhos, mas não o mesmo brilho.
No decorrer desses anos, a turma também mudou um pouco. Tem a galera "base" que nunca abandonou o barco e sempre sai junta, tem quem sumiu, tem gente que chegou, gente que chegou e logo depois sumiu... Mas é sempre "A" turma, não importa, é aconchegante do mesmo jeito. Tem coisas que nunca mudam, e outras estão sempre em movimento, ainda bem!
Naquela mesa, sorrindo, eu notei o quanto evoluímos, o quanto mudamos sem perder a essência. E fiquei tão orgulhosa, tão feliz. Por termos mantido a chama acesa, por não deixar morrer, nem se afastar... Por mais que a vida tenha empurrado cada um prum lado...
Crescer junto, é crescer ainda mais. Hoje já não somos tão jovens, e algumas coisas são ainda menores quando olhamos de longe.. Mas quer saber de uma coisa?
A gente cresceu junto! Ainda bem! E espero que continuemos crescendo juntos, mesmo sem perceber... Pois talvez, aquela mesa de bar, seja nossa "Terra do Nunca" onde podemos ser jovens pra sempre!
domingo, 29 de janeiro de 2012
Destino
Não sei bem o porquê de certas coisas acontecerem e nem a razão de algumas pessoas entrarem em minha vida...
Alguns chamam de Deus, outros de Karma, acaso, coincidência, fatalidade... Eu gosto de chamar de destino.
Um irônico e faceiro destino. Que vive a brincar de dar algumas coisas enquanto toma outras. Como se fosse prazeroso me fazer sentir impotente diante dessas situações. Ou mesmo me ver sofrer por uma perda, para que na próxima esquina me presentear com uma nova vitória...
Talvez eu nunca entenda a lógica, se é que existe alguma. Mas apesar de saber que para cada vez que perco, logo virá algo a ganhar...
Sempre que tenho que perder... dói tanto! E enquanto espero a próxima virada, meu coração fica inquieto...
"Talvez o destino nos obrigue a trilhar caminhos diferentes, mas o acaso fará com que nos encontremos no mesmo lugar..."
Mas, até lá... I'll miss you...
Alguns chamam de Deus, outros de Karma, acaso, coincidência, fatalidade... Eu gosto de chamar de destino.
Um irônico e faceiro destino. Que vive a brincar de dar algumas coisas enquanto toma outras. Como se fosse prazeroso me fazer sentir impotente diante dessas situações. Ou mesmo me ver sofrer por uma perda, para que na próxima esquina me presentear com uma nova vitória...
Talvez eu nunca entenda a lógica, se é que existe alguma. Mas apesar de saber que para cada vez que perco, logo virá algo a ganhar...
Sempre que tenho que perder... dói tanto! E enquanto espero a próxima virada, meu coração fica inquieto...
"Talvez o destino nos obrigue a trilhar caminhos diferentes, mas o acaso fará com que nos encontremos no mesmo lugar..."
Mas, até lá... I'll miss you...
sábado, 31 de dezembro de 2011
Retrospectiva 2011
erá que o ano valeu a pena? Será que vivi a vida plena?
Quando olho pra trás.. vejo que nesse ano eu pulei, curti, dancei... Bebi, sorri, chorei, sofri...
Comecei de pé direito, só pra ver se dava sorte, no começo não deu muito certo... Mas depois, saiu muito melhor que a encomenda... Fazendo uma retrospectiva...
Em 2011 eu...
Consegui trazer pra perto quem tava longe, pulei o melhor dos carnavais, consegui enterrar de vez velhos fantasmas, e chorar por dores velhas, nunca mais!
Participei de um dos melhores encontros da minha vida, quase tão bom quanto a época em que fui escoteira...
Revi velhos amigos, dei vida nova a velhas amizades e fiquei amiga de infância de novos amigos.
Fui dopada numa festa, bati numa garota em outra delas.
Constatei o quanto o Rio de Janeiro é mesmo lindo, e logo depois, que ele realmente continua sempre assim, todas as vezes que você vai lá. Fui cantada por uma sub-celebridade. Aprendi a atirar...reaprendi a amar.
Fui no melhor show da minha vida, participei do maior festival de musica do mundo.
Chorei de alegria, chorei de tristeza, sorri com a chegada, sorri chorando na despedida. Sofri pelos amigos, sofri por mim, sofri por nada e por ninguém. Sorri com tudo, com nada, e com aquela música, inúmeras vezes. Amei.
Comemorei meu aniversário, como há muito não fazia. Fui num hotel 5 estrelas.
Bebi whisky vagabundo, vodka barata e tequila ruim. Bebi whisky caro, vodka boa, tequila de qualidade, fiquei quebrada. Fui em boates, dancei forró, paguei de tiete, dei "bafão", dei "PT", bebi horrores, passei mal, fiquei com vergonha, bebi nada. Ressaca moral, ajudei bêbados... Bêbados me ajudaram.. Briga daqui, ama dali... Bombons, corrida, bacon, academia. Prova, desespero, estudei, joguei tudo pro alto. Tentei abraçar o mundo, e depois tentei deixar pra lá....
Fiz tudo isso, não necessariamente nessa mesma ordem...
Muitos dos meus planos não se concretizaram, ainda bem; outros tantos vieram até mim, sem que eu sequer tivesse pensado a respeito, melhor ainda...
E mais uma vez, Deus riu de mim enquanto eu fazia planos na virada do ano, e em tantos outros momentos; e fez tudo do jeito Dele. Aliás, como ele sempre faz. E por isso, eu digo, muito obrigada!
E que em 2012 seja feita a Sua vontade, como sempre... 2011 foi maravilhoso, só espero que 2012 seja tão bom quanto... Que eu consiga manter as coisas boas que me aconteceram em 2011 e que eu possa ganhar mais boas surpresas em 2012...
Quando olho pra trás.. vejo que nesse ano eu pulei, curti, dancei... Bebi, sorri, chorei, sofri...
Comecei de pé direito, só pra ver se dava sorte, no começo não deu muito certo... Mas depois, saiu muito melhor que a encomenda... Fazendo uma retrospectiva...
Em 2011 eu...
Consegui trazer pra perto quem tava longe, pulei o melhor dos carnavais, consegui enterrar de vez velhos fantasmas, e chorar por dores velhas, nunca mais!
Participei de um dos melhores encontros da minha vida, quase tão bom quanto a época em que fui escoteira...
Revi velhos amigos, dei vida nova a velhas amizades e fiquei amiga de infância de novos amigos.
Fui dopada numa festa, bati numa garota em outra delas.
Constatei o quanto o Rio de Janeiro é mesmo lindo, e logo depois, que ele realmente continua sempre assim, todas as vezes que você vai lá. Fui cantada por uma sub-celebridade. Aprendi a atirar...reaprendi a amar.
Fui no melhor show da minha vida, participei do maior festival de musica do mundo.
Chorei de alegria, chorei de tristeza, sorri com a chegada, sorri chorando na despedida. Sofri pelos amigos, sofri por mim, sofri por nada e por ninguém. Sorri com tudo, com nada, e com aquela música, inúmeras vezes. Amei.
Comemorei meu aniversário, como há muito não fazia. Fui num hotel 5 estrelas.
Bebi whisky vagabundo, vodka barata e tequila ruim. Bebi whisky caro, vodka boa, tequila de qualidade, fiquei quebrada. Fui em boates, dancei forró, paguei de tiete, dei "bafão", dei "PT", bebi horrores, passei mal, fiquei com vergonha, bebi nada. Ressaca moral, ajudei bêbados... Bêbados me ajudaram.. Briga daqui, ama dali... Bombons, corrida, bacon, academia. Prova, desespero, estudei, joguei tudo pro alto. Tentei abraçar o mundo, e depois tentei deixar pra lá....
Fiz tudo isso, não necessariamente nessa mesma ordem...
Muitos dos meus planos não se concretizaram, ainda bem; outros tantos vieram até mim, sem que eu sequer tivesse pensado a respeito, melhor ainda...
E mais uma vez, Deus riu de mim enquanto eu fazia planos na virada do ano, e em tantos outros momentos; e fez tudo do jeito Dele. Aliás, como ele sempre faz. E por isso, eu digo, muito obrigada!
E que em 2012 seja feita a Sua vontade, como sempre... 2011 foi maravilhoso, só espero que 2012 seja tão bom quanto... Que eu consiga manter as coisas boas que me aconteceram em 2011 e que eu possa ganhar mais boas surpresas em 2012...
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Espera
Problemas, problemas, problemas.
Se acumulam. Tiram o sono.
Alguns, são só "fogo de palha", e atormentam apenas, mas são de fácil resolução.
Porém, há outros que não dá pra fazer nada. Agente fica irritado, não aceita!
Mas infelizmente, às vezes, a única coisa que se pode fazer é ter paciência.
Esperar que o tempo resolva tudo, mas é tão difícil...
"Se um problema é grande demais, não pense nele. E se é pequeno demais, pra quê pensar nele?" (Ditado Tibetano)
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Preencher
Talvez o mais incrível seja que não estou sozinha nessa. Aliás, não estamos.
E também, inacreditavelmente só agora me dei conta.
Podem ser chocolates, roupas, cervejas, carros. Podem ser jogos, quadrinhos, algumas vezes até relacionamentos...
Tem gente que come chocolate o tempo todo, outros gastam sem parar, alguns bebem sem cessar. Há viciados em jogos, séries, blogs... E há quem pule de um relacionamento pra outro, sem parar pra respirar...
E o que temos em comum?
Esse anseio, esse vazio, essa falta que sentimos de alguma coisa... Mas o quê? O quê?
Não sabemos. Quem sabe? Mas enquanto isso...
Consumimos. Consumimos roupas, alimentos, bebidas, equipamentos e até pessoas...
E para quê? Para se preencher...
Mas o mais inacreditável, é que para mim, esse vazio deve e precisa existir!
A utilidade de algumas coisas está em seus espaços vazios. Janelas, portas, copos...

Estamos com vidas tão cheias que muitas vezes não há espaço para aprender, conhecer ou descobrir mais nada....
Vamos esvaziar nossos copos!
E essa sensação ruim que fica... é apenas pra nos lembrar que precisamos preenchê-los.
Mas é melhor ter cautela, e fazê-lo com algo que valha a pena!
E também, inacreditavelmente só agora me dei conta.
Podem ser chocolates, roupas, cervejas, carros. Podem ser jogos, quadrinhos, algumas vezes até relacionamentos...
Tem gente que come chocolate o tempo todo, outros gastam sem parar, alguns bebem sem cessar. Há viciados em jogos, séries, blogs... E há quem pule de um relacionamento pra outro, sem parar pra respirar...
E o que temos em comum?
Esse anseio, esse vazio, essa falta que sentimos de alguma coisa... Mas o quê? O quê?
Não sabemos. Quem sabe? Mas enquanto isso...
Consumimos. Consumimos roupas, alimentos, bebidas, equipamentos e até pessoas...
E para quê? Para se preencher...
Mas o mais inacreditável, é que para mim, esse vazio deve e precisa existir!
A utilidade de algumas coisas está em seus espaços vazios. Janelas, portas, copos...
Estamos com vidas tão cheias que muitas vezes não há espaço para aprender, conhecer ou descobrir mais nada....
Vamos esvaziar nossos copos!
E essa sensação ruim que fica... é apenas pra nos lembrar que precisamos preenchê-los.
Mas é melhor ter cautela, e fazê-lo com algo que valha a pena!
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Tudo de novo
O barulho. Os gritos. A multidão.
A euforia. A escuridão.
E mais uma vez "eu te quero a toda hora"
(mas não agora).
Agindo exatamente igual
você tenta me convencer de que é real.
Mas dessa vez eu já sabia ler nas suas entrelinhas,
e você pode até controlar as suas ações, mas não as minhas.
Mais fácil que desisitir, é dizer que eu não tentei.
Mas quanto mais você fingi, mais eu sei.
E de novo você chegou, grunhiu e depois exitou.
E como sempre acabou saindo muito mais vazio do que quando entrou.
A euforia. A escuridão.
E mais uma vez "eu te quero a toda hora"
(mas não agora).
Agindo exatamente igual
você tenta me convencer de que é real.
Mas dessa vez eu já sabia ler nas suas entrelinhas,
e você pode até controlar as suas ações, mas não as minhas.
Mais fácil que desisitir, é dizer que eu não tentei.
Mas quanto mais você fingi, mais eu sei.
E de novo você chegou, grunhiu e depois exitou.
E como sempre acabou saindo muito mais vazio do que quando entrou.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Fragmentos
Vejo o mesmo olhar, em olhos distintos.
Sinto os mesmos abraços, em sutil demasia.
Vocês têm os mesmos instintos,
com a mesma covardia.
A respiração aumentada, taquicardia, a mesma reação, mas não a mesma magia.
Descrevendo a mesma coisa, não são apenas palavras diferentes...
Os gestos também não são os mesmos, mas as atitudes, são igualmente incoerentes...
Não é o mesmo cheiro, nem é do mesmo jeito.
Tão diferentes, e tão iguais, tão inimagináveis, tão reais.
Pequenos pedaços do meu céu, espalhados em um inferno de onde não sei sair.
Beijos de mel que me prendem, com silêncios que me fazem querer fugir.
Sinto os mesmos abraços, em sutil demasia.
Vocês têm os mesmos instintos,
com a mesma covardia.
A respiração aumentada, taquicardia, a mesma reação, mas não a mesma magia.
Descrevendo a mesma coisa, não são apenas palavras diferentes...
Os gestos também não são os mesmos, mas as atitudes, são igualmente incoerentes...
Não é o mesmo cheiro, nem é do mesmo jeito.
Tão diferentes, e tão iguais, tão inimagináveis, tão reais.
Pequenos pedaços do meu céu, espalhados em um inferno de onde não sei sair.
Beijos de mel que me prendem, com silêncios que me fazem querer fugir.
sábado, 27 de agosto de 2011
Rejeição
- Estou com medo... - disse ela, a meio tom.
- Vá! Encare, não seja boba! O "não" você já tem! O pior que pode te acontecer é você se manter com ele! - disse a avó.
E ela saiu pela porta com uma enorme injeção de coragem, com a sensação de poder mudar o mundo. Talvez aquela tenha sido a frase mais motivacional que já tivesse recebido. E foi. De cabeça erguida. Entrou. Falou. Esperou... Esperou mais um pouco... E...
- Olha, infelizmente, você não se enq... - e o homem seguiu falando.
Mas ela já não ouvia mais nada, via apenas uma boca que abria e fechava em um ritmo estranho e desconexo. Por fora sorria, e balançava a cabeça. Mas por dentro, não havia nada. Só um som que se repetia como um eco "não", "nãO"," nÃO", "NÃO"! Quando a boca do rapaz parou de se mover, finalmente, ela se levantou, disse um "Tudo bem! Obrigada mesmo assim!" e saiu.
Saiu triste, e se sentindo um lixo, tentando lembrar das palavras da avó "o não você já tem".
Não que o conselho não fosse bom, mas acontece é que ela não tinha o "não". Ela tinha um "talvez", um covarde "talvez"... que por medo da certeza de um "não" vive se omitindo, e se poupando de situações reais, enquanto em sua mente, fantasia um "sim" florido e cheiroso...
E ela segue vivendo de "talvez" evitando as oportunidades, pelo simples medo de não sobreviver ao "não", e à rejeição que ele simboliza.
Talvez agora ela viva de "nãos", e ae o conselho da avó fará sentido, ou não.
Sei lá... "Não" é rejeição! Não, é rejeição! Não é rejeição! Não... Sei lá...
- Vá! Encare, não seja boba! O "não" você já tem! O pior que pode te acontecer é você se manter com ele! - disse a avó.
E ela saiu pela porta com uma enorme injeção de coragem, com a sensação de poder mudar o mundo. Talvez aquela tenha sido a frase mais motivacional que já tivesse recebido. E foi. De cabeça erguida. Entrou. Falou. Esperou... Esperou mais um pouco... E...
- Olha, infelizmente, você não se enq... - e o homem seguiu falando.
Mas ela já não ouvia mais nada, via apenas uma boca que abria e fechava em um ritmo estranho e desconexo. Por fora sorria, e balançava a cabeça. Mas por dentro, não havia nada. Só um som que se repetia como um eco "não", "nãO"," nÃO", "NÃO"! Quando a boca do rapaz parou de se mover, finalmente, ela se levantou, disse um "Tudo bem! Obrigada mesmo assim!" e saiu.
Saiu triste, e se sentindo um lixo, tentando lembrar das palavras da avó "o não você já tem".
Não que o conselho não fosse bom, mas acontece é que ela não tinha o "não". Ela tinha um "talvez", um covarde "talvez"... que por medo da certeza de um "não" vive se omitindo, e se poupando de situações reais, enquanto em sua mente, fantasia um "sim" florido e cheiroso...
E ela segue vivendo de "talvez" evitando as oportunidades, pelo simples medo de não sobreviver ao "não", e à rejeição que ele simboliza.
Talvez agora ela viva de "nãos", e ae o conselho da avó fará sentido, ou não.
Sei lá... "Não" é rejeição! Não, é rejeição! Não é rejeição! Não... Sei lá...
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Família
Um pai, uma mãe, os irmãos e eu.
Um pai, uma mãe e eu.
Um pai, os irmãos e eu.
Uma mãe, os irmãos e eu.
Dois pais, e eu.
Duas mães, e eu.
Um pai e eu.
Uma mãe e eu.
Eu.
Eu e ele.
Eu e ela.
Eu, ele e o filho
Eu, ela e os filhos.
Eu e os filhos.
Eu e o filho.
Eu.
Tantas famílias...
Mas ainda há outra opção.
Eu e os amigos.
Os amigos e eu.
E essa família, é que eu, definitivamente, posso escolher.
Um pai, uma mãe e eu.
Um pai, os irmãos e eu.
Uma mãe, os irmãos e eu.
Dois pais, e eu.
Duas mães, e eu.
Um pai e eu.
Uma mãe e eu.
Eu.
Eu e ele.
Eu e ela.
Eu, ele e o filho
Eu, ela e os filhos.
Eu e os filhos.
Eu e o filho.
Eu.
Tantas famílias...
Mas ainda há outra opção.
Eu e os amigos.
Os amigos e eu.
E essa família, é que eu, definitivamente, posso escolher.
domingo, 31 de julho de 2011
Escolhas
Era uma tarde em uma cidade que naquela época agente acreditava ser longe muito longe da nossa terra natal. Não que de fato não fosse, mas hoje em dia, sabemos que as distâncias são muito relativas.
Naquela época morávamos realmente perto e ainda assim éramos muito distantes, o que só comprova a afirmação.
Mas foi naquele dia, em um lugar tão longe que entre nós as distâncias diminuíram de uma vez, e quem sabe,(tomara) para sempre.
Há quem diga que amigos são a família que podemos escolher, e que viagens fazem com que a gente se comporte de uma forma livre, fazendo tudo o que tem vontade. Se é verdade ou não, não sei dizer.
Mas começou como uma brincadeira, alguns "toca a campainha e corre" ou realizar o sonho de "descer escadas rolantes que sobem", e de repente, éramos irmãos. Não me lembro como, nem exatamente onde e nem direito o porquê, mas foi naquele dia que ganhei um irmão mais velho. Um irmão que não tinha nada a ver comigo, ao mesmo tempo em que tinha tudo pra ser mesmo "da família".
Um de nós é fanático por rock, o outro curte sertanejo, um é ranzinza, o outro manteiga derretida, um é chato, o outro, bem, o outro.. também... e não é que a gente se parece?!
Naquela época morávamos realmente perto e ainda assim éramos muito distantes, o que só comprova a afirmação.Mas foi naquele dia, em um lugar tão longe que entre nós as distâncias diminuíram de uma vez, e quem sabe,(tomara) para sempre.
Há quem diga que amigos são a família que podemos escolher, e que viagens fazem com que a gente se comporte de uma forma livre, fazendo tudo o que tem vontade. Se é verdade ou não, não sei dizer.
Mas começou como uma brincadeira, alguns "toca a campainha e corre" ou realizar o sonho de "descer escadas rolantes que sobem", e de repente, éramos irmãos. Não me lembro como, nem exatamente onde e nem direito o porquê, mas foi naquele dia que ganhei um irmão mais velho. Um irmão que não tinha nada a ver comigo, ao mesmo tempo em que tinha tudo pra ser mesmo "da família".
Um de nós é fanático por rock, o outro curte sertanejo, um é ranzinza, o outro manteiga derretida, um é chato, o outro, bem, o outro.. também... e não é que a gente se parece?!
Acho que tem coisas na vida que não podemos escolher, e que ainda assim, são responsáveis por quem agente é. Mas acredito que são nossas escolhas que nos constroem ainda mais a cada dia...
E os irmãos, são pequenos pedacinhos da gente... e eu não poderia ter me completado melhor!
sábado, 16 de julho de 2011
Por enquanto...
Dessa vez, então, preferi ficar em silêncio, um silêncio de palavras que gritavam dentro de mim, mas elas teriam estragado tudo mesmo.
E foi quando tive ainda mais certeza que sempre foi algo mais que provisório, a complexidade vai além. São como pequenas doses de felicidade...
Mas é mesmo muito mais do que eu mereça? Não sei dizer.
Provavelmente seja muito mais do que eu possa oferecer... Uma sombra, uma ideia, só. As pessoas que agente inventa são sempre melhores que as reais. E com tão pouco tempo não dá pra destruir uma imagem...
Acontece tudo tão depressa, tão rápido, e de repente, fim!
A consciência do efêmero faz com que agente viva o mais intensamente, e que sempre faça o melhor, da melhor forma. A consciência do final faz com que o ser humano se empenhe ao máximo no durante.
O que pode ser o segredo para que tudo seja tão bom, quando é pouco, raro, passageiro... ou quando é livre!
Algumas coisas só tem valor quando acabam, ou quando não se pode mais ter...
A vida não tem replay.
domingo, 26 de junho de 2011
Acasos?
Ela estava lá olhando pros cinco; pai, mãe, irmãos, irmã. E era tudo tão lindo, sólido, feliz...
O peito apertado, um medo da solidão, ela querendo os dela...e bem... ele também estava por ali.
E pode ter sido ai que tudo começou. Como saber?
Mas uma coisa foi levando a outra e de repente, sei lá! Ele era carinhoso e tudo o mais, mas faltava alguma coisa.
"Existem muitos peixes no mar." - pensava ela - "Mas o mar é um só. E nem há tantos peixes assim. Há?"
Talvez por essa dúvida, vieram outras decisões, reações, medos, e com isso, "se não tem tu, vai tu mesmo"...
E foi bem ai, certamente, que começou o primeiro dos erros.
Que puxou um, e depois o outro e mais um outro... que eles fingiam ignorar, o que só criava mais um.
Daí ela culpou o destino, depois ele, e depois... a si mesma.
No amor é mesmo como numa guerra. Ela sabia que havia o momento certo, antes ou depois, ela não sabia... Mas a certeza é que faria uma enorme diferença. E fez? Como saber? Ninguém vive de "e se"...
O que importa, é que o resultado: muito vinho... e dois corações partidos.
Um por ter sido usado, o outro por usar, mesmo sem intenção.
O peito apertado, um medo da solidão, ela querendo os dela...e bem... ele também estava por ali.
E pode ter sido ai que tudo começou. Como saber?
Mas uma coisa foi levando a outra e de repente, sei lá! Ele era carinhoso e tudo o mais, mas faltava alguma coisa.
"Existem muitos peixes no mar." - pensava ela - "Mas o mar é um só. E nem há tantos peixes assim. Há?"
Talvez por essa dúvida, vieram outras decisões, reações, medos, e com isso, "se não tem tu, vai tu mesmo"...
E foi bem ai, certamente, que começou o primeiro dos erros.
Que puxou um, e depois o outro e mais um outro... que eles fingiam ignorar, o que só criava mais um.
Daí ela culpou o destino, depois ele, e depois... a si mesma.
No amor é mesmo como numa guerra. Ela sabia que havia o momento certo, antes ou depois, ela não sabia... Mas a certeza é que faria uma enorme diferença. E fez? Como saber? Ninguém vive de "e se"...
O que importa, é que o resultado: muito vinho... e dois corações partidos.
Um por ter sido usado, o outro por usar, mesmo sem intenção.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Diálogos - parte 5
Dentro do carro, conversa vai, conversa vem.
- Mas ela tem que se tratar!
- Tem mesmo, se doença fosse o único problema dela, ainda dava pra aturar. Mas ela é muito chata!
- Pena que não tem remédio pra chatice... senão eu comprava uma caixa pra ela!
Silêncio.
10 minutos depois...
- Certeza que não tem remédio para chatice? Já inventaram remédio para tristeza... Deve ter para chatice!
- Olha! Uma farmácia! Para la!
- Mas ela tem que se tratar!
- Tem mesmo, se doença fosse o único problema dela, ainda dava pra aturar. Mas ela é muito chata!
- Pena que não tem remédio pra chatice... senão eu comprava uma caixa pra ela!
Silêncio.
10 minutos depois...
- Certeza que não tem remédio para chatice? Já inventaram remédio para tristeza... Deve ter para chatice!
- Olha! Uma farmácia! Para la!
terça-feira, 21 de junho de 2011
Emoções X Ações
Foi muito difícil não te dar atenção hoje. Pronto, falei!
Acho que te valorizei muito, mas você não fez o mesmo.
Mas amor não se exige, tudo bem. Amor não se pede, ok! Eu já aceitei.
Mas respeito, acho que agente tem que impor.
Mas respeito, acho que agente tem que impor.
Não é porque você me desarma facilmente, que eu devo aceitar o que você fez, nem o que faz.
Agente é responsável pelos nossos atos. E você fez sua escolha. Ponto final.
Agente é responsável pelos nossos atos. E você fez sua escolha. Ponto final.
Eu posso te amar, mas preciso me amar primeiro.
Antes mesmo de você... Ah.. você...
Antes mesmo de você... Ah.. você...
Acho que te valorizei muito, mas você não fez o mesmo.
Quem sabe com esse "gelinho"... Ae a gente vai ver se valeu mesmo ou não.
Ainda não sei direito o que você vai fazer, aliás, tenho até um certo medo.
Medo de me frustrar (de novo), de você sumir (sei lá). Só medo!
Porque meu dia fica muito mais bonito quando te vejo, e meu coração vira escola de samba, só porque você está no recinto...
Mas quer saber de uma coisa? Tá na hora de você agir (nem que eu tenha que te "forçar")!
Estou cansada de lutar sozinha por uma coisa que nem sei direito se existe...
Ainda não sei direito o que você vai fazer, aliás, tenho até um certo medo.
Medo de me frustrar (de novo), de você sumir (sei lá). Só medo!
Porque meu dia fica muito mais bonito quando te vejo, e meu coração vira escola de samba, só porque você está no recinto...
Mas quer saber de uma coisa? Tá na hora de você agir (nem que eu tenha que te "forçar")!
Estou cansada de lutar sozinha por uma coisa que nem sei direito se existe...
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