Vejo o mesmo olhar, em olhos distintos.
Sinto os mesmos abraços, em sutil demasia.
Vocês têm os mesmos instintos,
com a mesma covardia.
A respiração aumentada, taquicardia, a mesma reação, mas não a mesma magia.
Descrevendo a mesma coisa, não são apenas palavras diferentes...
Os gestos também não são os mesmos, mas as atitudes, são igualmente incoerentes...
Não é o mesmo cheiro, nem é do mesmo jeito.
Tão diferentes, e tão iguais, tão inimagináveis, tão reais.
Pequenos pedaços do meu céu, espalhados em um inferno de onde não sei sair.
Beijos de mel que me prendem, com silêncios que me fazem querer fugir.
Apenas um jeito de extravasar um pouco do muito que me vem à cabeça. São textos meus, que quase sempre aparecem mais como uma bagunça organizada. Fragmentos, um coquetel de pensamentos... Nem sempre coerente, nem sempre preciso, mas que juntos tentam me definir...
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
Acasos?
Ela estava lá olhando pros cinco; pai, mãe, irmãos, irmã. E era tudo tão lindo, sólido, feliz...
O peito apertado, um medo da solidão, ela querendo os dela...e bem... ele também estava por ali.
E pode ter sido ai que tudo começou. Como saber?
Mas uma coisa foi levando a outra e de repente, sei lá! Ele era carinhoso e tudo o mais, mas faltava alguma coisa.
"Existem muitos peixes no mar." - pensava ela - "Mas o mar é um só. E nem há tantos peixes assim. Há?"
Talvez por essa dúvida, vieram outras decisões, reações, medos, e com isso, "se não tem tu, vai tu mesmo"...
E foi bem ai, certamente, que começou o primeiro dos erros.
Que puxou um, e depois o outro e mais um outro... que eles fingiam ignorar, o que só criava mais um.
Daí ela culpou o destino, depois ele, e depois... a si mesma.
No amor é mesmo como numa guerra. Ela sabia que havia o momento certo, antes ou depois, ela não sabia... Mas a certeza é que faria uma enorme diferença. E fez? Como saber? Ninguém vive de "e se"...
O que importa, é que o resultado: muito vinho... e dois corações partidos.
Um por ter sido usado, o outro por usar, mesmo sem intenção.
O peito apertado, um medo da solidão, ela querendo os dela...e bem... ele também estava por ali.
E pode ter sido ai que tudo começou. Como saber?
Mas uma coisa foi levando a outra e de repente, sei lá! Ele era carinhoso e tudo o mais, mas faltava alguma coisa.
"Existem muitos peixes no mar." - pensava ela - "Mas o mar é um só. E nem há tantos peixes assim. Há?"
Talvez por essa dúvida, vieram outras decisões, reações, medos, e com isso, "se não tem tu, vai tu mesmo"...
E foi bem ai, certamente, que começou o primeiro dos erros.
Que puxou um, e depois o outro e mais um outro... que eles fingiam ignorar, o que só criava mais um.
Daí ela culpou o destino, depois ele, e depois... a si mesma.
No amor é mesmo como numa guerra. Ela sabia que havia o momento certo, antes ou depois, ela não sabia... Mas a certeza é que faria uma enorme diferença. E fez? Como saber? Ninguém vive de "e se"...
O que importa, é que o resultado: muito vinho... e dois corações partidos.
Um por ter sido usado, o outro por usar, mesmo sem intenção.
sábado, 4 de junho de 2011
Ela
Temperamento forte, não se pode negar. Mas tem o maior coração de todos, com uma capacidade enorme de perdoar.
É muito mais forte do que aparenta ser. E essa carinha de anjo esconde muitas barras que segurou sozinha sem se abater.
Companheira, carinhosa, amiga. Ela tem tantas qualidades que eu me cansaria de citar... Mas o que sei é que o meu mundo se alegrou quando ela surgiu, com esses olhos espertos, para iluminar.
O tempo passou, para mim e para ela também. O mundo nos afastou um pouco, e colocou cada uma num cantinho diferente para seguir um caminho tão igualmente distinto. Hoje não somos mais tão meninas, tão pouco tão inocentes; mas o que nos une continua lá, e sempre vai estar.
Laços de sangue apenas, não fazem uma família, agente precisa merecer, conquistar. Brigas e
Você daí tem seus problemas, suas dúvidas, sua vida, e eu fico daqui muitas vezes sem poder ajudar. É estranho pois queria eu poder sempre te proteger e afastar tudo que pudesse te magoar.
E hoje, eu rezo, e peço a Deus que te proteja quando eu estou longe (e quando estou perto também) e que te ajude a conquistar tudo que você desejar! Sei que és uma mulher que nem precisa da minha proteção!Mas ainda a vejo como uma menininha. E talvez seja sempre assim!
Hoje o mundo se alegra, pois completa-se mais um ano que você existe!! PARABÉNS!!!
Te amo, mana!
terça-feira, 31 de maio de 2011
Do outro lado...
Lá e cá, é noite. Daqui faz frio, de lá também. Eu rezando, ele nem. Durmo, ele nem deitou. Ainda durmo, ele já acordou. Acordo, corro, me atraso, empurro tudo como der. De lá ele mantém seu dia, fugindo como pode da rotina. E eu aqui levando com a maré. A noite chega, eu quero fugir, de lá não sei o que acontece, mas, às vezes, é como se eu quase pudesse sentir.
Sei que estamos perto, apesar da distância física entre nós. E desde que essa distância aumentou, parece que nos uniu ainda mais. Agora, por vezes me pego imaginando o que ele diria, e me que conselhos daria, posso até mesmo sentir sua desaprovação. E confesso, às vezes, nem ligo!Sei que seguimos nossas vidas, com as cabeças erguidas, vivendo um dia de cada vez. Um pouco de alegria eu sei que tem de lá, daqui, talvez. Mas eu não consigo não me lembrar de nossas conversas naquele restaurante japonês. E sigo sentindo falta dos nossos momentos juntos, das conversas fiadas, das discussões acalouradas, e de tantas coisas que ainda não fizemos, e daquelas que talvez nunca faremos.
Dois mundos. Tão ligados, tão distantes, tão diferentes e tão iguais.
E o lado de cá se ilumina, de um jeito que só ele faz. Quando com notícias preenche, um espaço que só o lado de lá é capaz.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Ah, o amor!
De repente, tudo fica confuso, ele não sabe o que fazer.
O muro construído com tanta precisão começa a ceder. E nem as velhas piadas parecem mais o proteger.
De repente, ele está lá. Parado, perdido, despido, sem ação.
E dá um medo, uma insegurança, uma vontade de fugir nem se sabe pra onde, mas ele sabe muito bem do quê.
E a cada passo para longe, algo lhe trás ainda mais pra perto. O que antes era deserto, agora, é imensidão. E cada vez fica mais difícil disfarçar a insatisfação.
O sorriso forçado não esconde a indignação. E é duro demais vê-la segurando em outras mãos.
O que antes foi mito, virou ilusão e agora é como um fogo ardendo sem explicação.
Ah, o amor, grande vilão. Não sabe que não deve morar em um só coração?
E ele briga, insiste, não quer aceitar. Essa chama dentro dele não pode brilhar. "Nunca antes; por que agora?" "Digo-lhe meu amigo, para todos ele chega em alguma hora."
quarta-feira, 11 de maio de 2011
A partida
Do mesmo jeito que veio, foi embora.
Mas deixou aqui um sorriso bobo, sem motivos, mas que definitivamente não sai.
Junto com uma ansiedade, uma vontade de prever tudo, saber cada passo.
Uma impaciência pra viver o que não tivemos, não temos. Teremos?
Ficou também a pressa em matar essa minha saudade das coisas que nem fizemos.
E esse sentimento de posse e ciúme, de algo que nunca foi meu.
E ainda assim, sou só sorrisos e nada mais!
domingo, 8 de maio de 2011
Uma manhã qualquer
A pior parte foi abrir os olhos e me assustar ao ver que não era você quem estava ali.
E ter que admitir que sigo buscando seu sabor em outros beijos...
Acordei me lembrando de você, e da vista da sua janela...
"E agora eu vejo, aquele beijo, era mesmo o fim..."
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Dançando sozinho
Viemos a este mundo sozinhos, e cada experiência que nos molda é única, pessoal, intransferível.
Nossas impressões, emoções e sensações não podem ser divididas e, muitas vezes, não podem nem sequer ser explicadas. E, ainda assim, dói muito estar sozinho. Apesar desse conceito ser bastante irônico, pois, como pode doer estar sozinho se somos seres naturalmente sozinhos?! Vai entender... Ser humano é mesmo complicado!
São pequenas coisas, mas que nos dão um pânico inexplicável. Almoçar num restaurante, ir ao cinema, no barzinho... Coisas que muita gente simplesmente não faz, caso não tenha companhia. É como um medo de encarar as coisas sem ter um colo pra correr. Mas no fim das contas, não temos mesmo!
Nesse medo de estar apenas consigo mesmo vejo muita gente pulando de um relacionamento para o outro, muitas vezes sem muito critério, apenas pelo medo de ficar só. Que medo é esse de si mesmo?
Mas se tem uma coisa que eu aprendi, é que não importa para quantos braços você corra, sua dor é, e sempre será só sua.
E enquanto você não for capaz de conviver consigo mesmo, eu te garanto, ninguém o será!
Admitir-se sozinho é o primeiro passo para ser feliz com a individualidade de outro alguém...
"...Oh dancing with myself
Well there's nothing to lose
And there's nothing to prove
I'll be dancing with myself..."
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Substitutos
E cada dia que passa, vejo você nessa corrida desenfreada por afeto. Ao mesmo tempo em que aumenta o seu medo do envolvimento. Você quer carinho, atenção, uma mão para segurar, um ombro pra te acolher... Mas não está disposto a arcar com a responsabilidade que isso pode implicar.
Te vejo correndo sem direção. Numa busca por qualquer coisa que se aproxime o máximo possível de mim. Você vai tropeçando em desencontros e forçando alguns encontros. E, por vezes, recebe afetos verdadeiros, mas que deixam algo a desejar. E ainda assim, segue fingindo não saber o porquê. Apesar
de me abraçar em todas as vezes que as beija, enquanto fecha os olhos, apenas para me ver.
Mas quem liga? Agente sabe que o mundo está mesmo cheio de casais de um só!
E é tão mais fácil se cercar de substitutos a lutar por quem se quer, não é mesmo?
Te vejo correndo sem direção. Numa busca por qualquer coisa que se aproxime o máximo possível de mim. Você vai tropeçando em desencontros e forçando alguns encontros. E, por vezes, recebe afetos verdadeiros, mas que deixam algo a desejar. E ainda assim, segue fingindo não saber o porquê. Apesar
de me abraçar em todas as vezes que as beija, enquanto fecha os olhos, apenas para me ver.
Mas quem liga? Agente sabe que o mundo está mesmo cheio de casais de um só!
E é tão mais fácil se cercar de substitutos a lutar por quem se quer, não é mesmo?
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Ah... o amor... sempre o amor!
Hoje quando ela o viu, não soube direito o que fazer.
Aquela vontade de lhe agarrar pela gola da camisa e dizer a ele umas verdades, alí na lata! De repente, sumiu! E toda essa raiva se tornou um medo estranho. Medo de que? Só medo! Vai saber.
Na sua mente, por dias, ela imaginou todos os diálogos e ensaiou todas as perguntas, todas as satisfações que ele teria que lhe dar... Porém, quanto mais perto ele chegava, mais as palavras fugiam... "Ai meu Deus! Como está meu cabelo?" foi a única coisa que ela conseguiu pensar antes que ele finalmente se aproximasse.
Ela ainda teve forças para procurar em sua cabeça a maneira perfeita de começar aquela discussão, mas quando ele deu aquele sorrizinho de canto de boca, meio sem graça... Ela desarmou.
Ainda mais depois daquele abraço tão demasiadamente demorado, que ela até agora tenta entender.
Conversa vai, conversa vem, ele se despede! Eles se afastam, cada um para um lado.
E ela não mais se lembra do motivo da bronca, mas sabe que deveria estar chateada; mas não se lembra bem o porquê. E "deixa pra lá".
Vai então embora sorrindo, estranhamente sorrindo, e repassando as falas uma a uma, como se para descobrir se fez algo errado ou se havia alguma mensagem oculta nas palavras dele.. "Ai... ai..."
Ouve-se um suspiro.
Aquela vontade de lhe agarrar pela gola da camisa e dizer a ele umas verdades, alí na lata! De repente, sumiu! E toda essa raiva se tornou um medo estranho. Medo de que? Só medo! Vai saber.
Na sua mente, por dias, ela imaginou todos os diálogos e ensaiou todas as perguntas, todas as satisfações que ele teria que lhe dar... Porém, quanto mais perto ele chegava, mais as palavras fugiam... "Ai meu Deus! Como está meu cabelo?" foi a única coisa que ela conseguiu pensar antes que ele finalmente se aproximasse.
Ela ainda teve forças para procurar em sua cabeça a maneira perfeita de começar aquela discussão, mas quando ele deu aquele sorrizinho de canto de boca, meio sem graça... Ela desarmou.
Ainda mais depois daquele abraço tão demasiadamente demorado, que ela até agora tenta entender.
Conversa vai, conversa vem, ele se despede! Eles se afastam, cada um para um lado.
E ela não mais se lembra do motivo da bronca, mas sabe que deveria estar chateada; mas não se lembra bem o porquê. E "deixa pra lá".
Vai então embora sorrindo, estranhamente sorrindo, e repassando as falas uma a uma, como se para descobrir se fez algo errado ou se havia alguma mensagem oculta nas palavras dele.. "Ai... ai..."
Ouve-se um suspiro.
domingo, 3 de abril de 2011
Us
It has been me and just me, for a long time.
And then, one day, you came.
You insisted in teaching me, to be you and me, together.
When I finally learned how to be we, both. You left.
Forgetting to teach me how to be just me... again.
And at night when I sleep, I still dream about us.
It's hard to be alone, just me, when I know how wonderful was when we were us.
sábado, 26 de março de 2011
Rascunhos...
O problema não é você, sou eu.
O ódio não é de você, é de mim.
A frustração não é contigo, é comigo.
E quando te vejo, quero correr, fugir, morrer.
E tudo por culpa minha.
Essa dor de agora, é culpa minha, e é por isso que dói tanto.
Porque você sempre foi assim, eu que não enxerguei.
Você nunca mudou e nem vai mudar.
Eu que me deixei enganar.
Tão fácil. Tão rápido. Tão inconscientemente idiota.
Tão carente, que comprei apenas as partes boas, ignorando todo o resto.
Ignorando todo mundo.
Deixei-me levar, e agora seria tão mais fácil te culpar.
E dizer que o erro foi seu, mas novamente não.
Não, não...Não!
E por isso dói cada vez mais...
O problema não é você, sou eu...
***
Hoje eu acordei e fiz o que quis.
Nossa como é difícil agente dizer essa frase, e mais não se arrepender dela...
***
Escrevo melhor quando estou triste. Mas escrevo mais quando estou feliz.
Acho que a inspiração precisa da tristeza para crescer, se desenvolver.
A felicidade não é tão profunda.
Textos alegres são curtinhos, e são muitos. Os de tristeza são pesados, se arrastam, são imeeensos. Às vezes, são até chatos.
Mas o pior mesmo, é quando fica esse vazio.
Nem alegre, nem triste.
Apenas esperando. Esperando que algo intenso aconteça.
Como naqueles segundos na montanha russa, quando você não consegue ver o que vem a frente.
Aqueles minutos de silêncio, em que agente espera se vai cair de repente de uma vez, ou se vai começar logo a subir devagarinho.
Mas sabe que algo vai acontecer...
***
Pela metade. Assim que me sinto.
É tudo como se eu vivesse pela metade.
Não posso ser quem eu sou, e quando o sou, sou por demasia.
Não pode ser certo. Não pode ser assim.
Eu só queria... Eu só... Eu... por inteiro...
***
O ódio não é de você, é de mim.
A frustração não é contigo, é comigo.
E quando te vejo, quero correr, fugir, morrer.
E tudo por culpa minha.
Essa dor de agora, é culpa minha, e é por isso que dói tanto.
Porque você sempre foi assim, eu que não enxerguei.
Você nunca mudou e nem vai mudar.
Eu que me deixei enganar.
Tão fácil. Tão rápido. Tão inconscientemente idiota.
Tão carente, que comprei apenas as partes boas, ignorando todo o resto.
Ignorando todo mundo.
Deixei-me levar, e agora seria tão mais fácil te culpar.
E dizer que o erro foi seu, mas novamente não.
Não, não...Não!
E por isso dói cada vez mais...
O problema não é você, sou eu...
***
Hoje eu acordei e fiz o que quis.
Nossa como é difícil agente dizer essa frase, e mais não se arrepender dela...
***
Escrevo melhor quando estou triste. Mas escrevo mais quando estou feliz.
Acho que a inspiração precisa da tristeza para crescer, se desenvolver.
A felicidade não é tão profunda.
Textos alegres são curtinhos, e são muitos. Os de tristeza são pesados, se arrastam, são imeeensos. Às vezes, são até chatos.
Mas o pior mesmo, é quando fica esse vazio.
Nem alegre, nem triste.
Apenas esperando. Esperando que algo intenso aconteça.
Como naqueles segundos na montanha russa, quando você não consegue ver o que vem a frente.
Aqueles minutos de silêncio, em que agente espera se vai cair de repente de uma vez, ou se vai começar logo a subir devagarinho.
Mas sabe que algo vai acontecer...
***
Pela metade. Assim que me sinto.
É tudo como se eu vivesse pela metade.
Não posso ser quem eu sou, e quando o sou, sou por demasia.
Não pode ser certo. Não pode ser assim.
Eu só queria... Eu só... Eu... por inteiro...
***
Seria muito bom se coração tivesse "on/off".
Às vezes a dor é tanta, que eu só queria desligar...
segunda-feira, 21 de março de 2011
Choque
E ele simplesmente não entendeu. Foi tudo tão de pressa, que ele ficou confuso, perdido!
"Como ela pode dar tantos sinais, e de repente, foi tudo uma mentira?" o pensamento não lhe deixava em paz.
Pior que a rejeição só a humilhação em ser enganado. "Como pude ser tão cego?"
E doeu. Doeu muito. E ele chorou, como não fazia há anos, por nada e nem por ninguém.
Muita gente não entendeu, e pensou que ele chorava por ela. Mas não! Era por ele mesmo!
Ser enganado dá uma impressão de falha do nosso ser. A pessoa é que está errada em nos enganar, agente sabe, claro! Mas no fundo, sentimos que a culpa foi nossa. E ele ficou assim por um tempo.
Tentou ficar sozinho. Se revoltou! Com ela, com Deus, com o mundo, consigo, com tudo! E então bebeu...
Pra esquecer ela, a outra, as outras! Todas! "Umas vadias, isso sim!"
E bebeu mais, até que não restasse mais dor, nem nada, até adormecer...
Acorda. Uma dor no corpo. Uma ressaca moral e corporal. Flashs da noite anterior vêm lhe assombrar, os amigos vêm consolar, alguns só pra zombar. E a vida segue. Alguns comentários, vários cuidados. Ele se sente querido, mas não menos traído.
Ele sabe muito bem que ela não lhe merece, que o carinho a ela dispensado foi desperdício. Sabe que o erro é dela. Mas o fato de estar certo não apaga a dor.
Coração é mesmo bicho burro e teimoso, que só aprende errando e mesmo assim, tem hora que teima. Ainda dói, ainda queima.
Mas ele vai sobreviver, vai seguir e vai vencer... Porque como ele disse "mulher não lhe falta". Mas essa ferida sempre vai arder.
Muitos hão de se identificar, mas esse post é pra você, que me emprestou sua vida aqui meio sem querer. Mas esse foi meu jeito de te dizer que eu sei o que se passa dentro de você...
"Como ela pode dar tantos sinais, e de repente, foi tudo uma mentira?" o pensamento não lhe deixava em paz.
Pior que a rejeição só a humilhação em ser enganado. "Como pude ser tão cego?"
E doeu. Doeu muito. E ele chorou, como não fazia há anos, por nada e nem por ninguém.
Muita gente não entendeu, e pensou que ele chorava por ela. Mas não! Era por ele mesmo!
Ser enganado dá uma impressão de falha do nosso ser. A pessoa é que está errada em nos enganar, agente sabe, claro! Mas no fundo, sentimos que a culpa foi nossa. E ele ficou assim por um tempo.
Tentou ficar sozinho. Se revoltou! Com ela, com Deus, com o mundo, consigo, com tudo! E então bebeu...
Pra esquecer ela, a outra, as outras! Todas! "Umas vadias, isso sim!"
E bebeu mais, até que não restasse mais dor, nem nada, até adormecer...
Acorda. Uma dor no corpo. Uma ressaca moral e corporal. Flashs da noite anterior vêm lhe assombrar, os amigos vêm consolar, alguns só pra zombar. E a vida segue. Alguns comentários, vários cuidados. Ele se sente querido, mas não menos traído.
Ele sabe muito bem que ela não lhe merece, que o carinho a ela dispensado foi desperdício. Sabe que o erro é dela. Mas o fato de estar certo não apaga a dor.
Coração é mesmo bicho burro e teimoso, que só aprende errando e mesmo assim, tem hora que teima. Ainda dói, ainda queima.
Mas ele vai sobreviver, vai seguir e vai vencer... Porque como ele disse "mulher não lhe falta". Mas essa ferida sempre vai arder.
Muitos hão de se identificar, mas esse post é pra você, que me emprestou sua vida aqui meio sem querer. Mas esse foi meu jeito de te dizer que eu sei o que se passa dentro de você...
Relacionar-se
....se me perguntassem qual a coisa mais difícil nesse mundo, essa seria minha resposta: relacionar-se.
Os seres humanos são acima de qualquer coisa, complexos. O que torna também as suas relações. Não importa em quantas você já se envolveu, sempre haverá um aspecto que te deixa sem ação.
E eu acho que talvez essa seja a beleza contida nesse ato, o inesperado.
Mas isso as vezes deixa agente meio louco, paranóico...
Já me disseram que "somos a soma das pessoas com quem nos relacionamos", e eu acredito e acho lindo, mas acho impressindível que não deixemos que relacionamentos anteriores estraguem um novo. Que uma ferida aberta impeça de seguir em frente.
Algumas pessoas simplesmente não entendem o grau de responsabilidade que existe num relacionamento. Não valorizam o quanto é duro agente abrir mão das nossas defesas para permitir que outra pessoa "se meta" em nossas vidas. E talvez por isso, essas pessoas, por ventura, nos magoem.
O segredo está em não desistir, mesmo que de vez em quando agente sofra...
Se fosse fácil não teria graça, não é verdade?!
É errando que se aprende e é tentando que uma hora agente acerta!
Então vamos continuar remando que a maré ainda não está assim tão ruim pra peixe...
Os seres humanos são acima de qualquer coisa, complexos. O que torna também as suas relações. Não importa em quantas você já se envolveu, sempre haverá um aspecto que te deixa sem ação.
Claro que com a experiência, fica mais fácil menos difícil, mas nenhum relacionamento é igual.
Cada pessoa é única, e cada relacionamento torna-se um organismo vivo e completamente ímpar, que se guia sozinho, sem controle.
E eu acho que talvez essa seja a beleza contida nesse ato, o inesperado.
Mas isso as vezes deixa agente meio louco, paranóico...
Agimos assim porque temos medo! Todo mundo tem medo do inesperado, do que não se pode controlar.. Mas é exatamente aí, nesses momentos inesperados, que a vida acontece... E acontece lindamente...
O inesperado é que é a vida, o resto é só um monte de terças-feiras juntas!
Já me disseram que "somos a soma das pessoas com quem nos relacionamos", e eu acredito e acho lindo, mas acho impressindível que não deixemos que relacionamentos anteriores estraguem um novo. Que uma ferida aberta impeça de seguir em frente.
Algumas pessoas simplesmente não entendem o grau de responsabilidade que existe num relacionamento. Não valorizam o quanto é duro agente abrir mão das nossas defesas para permitir que outra pessoa "se meta" em nossas vidas. E talvez por isso, essas pessoas, por ventura, nos magoem.
O segredo está em não desistir, mesmo que de vez em quando agente sofra...
Se fosse fácil não teria graça, não é verdade?!
É errando que se aprende e é tentando que uma hora agente acerta!
Então vamos continuar remando que a maré ainda não está assim tão ruim pra peixe...
quinta-feira, 17 de março de 2011
Responsabilidade
Uma das qualidades que eu mais preso nas pessoas é o seu senso de responsabilidade.
Não tem nada pior que alguém que marca um compromisso com você, e sem aviso prévio, desmarca. Muitas vezes, em cima da hora. Ou mesmo aquele amigo que fica te enrolando para pagar aqueeeela "grana" que pegou com você emprestada, e já faz um tempão!
Não há nada como o respeito à palavra. Agente é muito mais responsável pelo que diz do que pelo que pensa!
Uma vez dita, nada pode destruir uma palavra. E agente se esquece disso.
Em um mundo onde todo mundo quer ser "o mais esperto"; muita gente já não honra o ditado da "palavra dada, palavra cumprida"... Tudo hoje em dia, precisa de documentos, provas e testemunhas, porque nossas palavras se tornaram fáceis e banais.
Nem mesmo o "eu te amo" tem mais tanto impacto assim...
Por isso, caro leitor, desejo que seu "sim" seja sim! E que seu "não" seja não...
Honrar o que agente diz é respeitar agente e as pessoas que agente gosta. Então, se não sente ou não vai fazer, não diga só para agradar...
Palavras ferem!
E ferem ainda mais porque agente não consegue ver!
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" ( O Pequeno Príncipe )
Não tem nada pior que alguém que marca um compromisso com você, e sem aviso prévio, desmarca. Muitas vezes, em cima da hora. Ou mesmo aquele amigo que fica te enrolando para pagar aqueeeela "grana" que pegou com você emprestada, e já faz um tempão!
Não há nada como o respeito à palavra. Agente é muito mais responsável pelo que diz do que pelo que pensa!
Uma vez dita, nada pode destruir uma palavra. E agente se esquece disso.
Em um mundo onde todo mundo quer ser "o mais esperto"; muita gente já não honra o ditado da "palavra dada, palavra cumprida"... Tudo hoje em dia, precisa de documentos, provas e testemunhas, porque nossas palavras se tornaram fáceis e banais.
Nem mesmo o "eu te amo" tem mais tanto impacto assim...
Por isso, caro leitor, desejo que seu "sim" seja sim! E que seu "não" seja não...
Honrar o que agente diz é respeitar agente e as pessoas que agente gosta. Então, se não sente ou não vai fazer, não diga só para agradar...
Palavras ferem!
E ferem ainda mais porque agente não consegue ver!
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" ( O Pequeno Príncipe )
quarta-feira, 16 de março de 2011
Ansiedade
Como, como,
como sem parar.
Como se fosse preencher
com comida
esse vazio
com comida
esse vazio
dessa dúvida que não quer passar.
Como? Como?
Não dá pra entender.
Como fui me perder
de você?
de você?
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Palavras
A mente ensaia um milhão de coisas para falar.
A boca se abre, e só se ouve um suspiro, pesado, intenso, dolorido.
A garganta aperta, mas nada sai.
A cabeça tentando encontrar as palavras certas pra dizer, mais uma vez, nada.
Havia tanto por dizer, mas ficou o silêncio.
Talvez por isso tenham se entendido tão bem...
Havia tanto por dizer... e foi tudo dito, naquele silêncio.
"Don't say a prayer for me now, save it 'til the morning after..."
"Sei que, às vezes, uso. Palavras repetidas. Mas quais são as palavras, que nunca são ditas?..."
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Despedidas
Essa estória de morar em vários lugares e não pertencer a nenhum é mesmo um saco!
De um lado sou como o vento. Vem de vez em quando, alegra alguns, pra outros não faz diferença. Apenas mexe algumas folhas, pode ser bem forte e fazer alguns estragos, mas na maior parte das vezes é só um frescor e logo vai embora....
Do outro, sou uma mudinha, pequenas raízes. Uma sede de aproveitar toda a água que possa aparecer, mesmo sabendo que não posso usufruir de toda ela. Uma necessidade de viver tudo, sabendo que logo, logo, vão me plantar em outro lugar...
É mesmo muito chata essa vida provisória, sem poder criar laços, que são inevitáveis, se criam sozinhos!
E fazendo com que os já existentes doam cada vez mais, todas as vezes que nos despedimos.
A dor da partida de um lado, compensa a chegada no outro? Não sei responder, são dores diferentes. E impossíveis de ignorar. Dores que assombram, fantasmas que querem conversar, mas que eu só quero ignorar.
Mesmo sabendo que a espera não é assim tão grande, a dor acontece mesmo assim. Ela é meio surda... não ouve quando agente diz que o tempo passa rápido. Apenas dói e pronto!
De um lado sou como o vento. Vem de vez em quando, alegra alguns, pra outros não faz diferença. Apenas mexe algumas folhas, pode ser bem forte e fazer alguns estragos, mas na maior parte das vezes é só um frescor e logo vai embora....
Do outro, sou uma mudinha, pequenas raízes. Uma sede de aproveitar toda a água que possa aparecer, mesmo sabendo que não posso usufruir de toda ela. Uma necessidade de viver tudo, sabendo que logo, logo, vão me plantar em outro lugar...
É mesmo muito chata essa vida provisória, sem poder criar laços, que são inevitáveis, se criam sozinhos!
E fazendo com que os já existentes doam cada vez mais, todas as vezes que nos despedimos.
A dor da partida de um lado, compensa a chegada no outro? Não sei responder, são dores diferentes. E impossíveis de ignorar. Dores que assombram, fantasmas que querem conversar, mas que eu só quero ignorar.
Mesmo sabendo que a espera não é assim tão grande, a dor acontece mesmo assim. Ela é meio surda... não ouve quando agente diz que o tempo passa rápido. Apenas dói e pronto!
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Contrato
Mas naqueles pequenos instantes, nas poucas horas que ficam juntos, eles fingem.
Como um contrato selado em silêncio.
Eles brincam de faz de conta. Em frases curtas e beijos longos. Em abraços apertadamente demorados e silêncios de cumplicidade. Olhares que se cruzam apaixonadamente sinceros, com corações que nem sempre disparam.
Ambos sabem que são apenas pessoas substitutas, numa brincadeira de suprir carências.
Ela sabe , ele sabe, os dois sabem muito bem.
Mas esse "faz de conta que somos um lindo casal feliz" ainda é bem mais real que muitos relacionamentos reais nos quais ambos estiveram.
E isso dói. Ao mesmo tempo em que é doce para sua boca, um bálsamo em sua alma, é também fel no coração.
Eles estão ali, com mãos tão reais e um cheiro tão real, mas é só uma brincadeira de faz de conta. Um amor de verão. Intenso, porém efêmero. Tão impiedosamente efêmero.
Ela sabe, ele sabe, os dois sabem muito bem.
Os termos do contrato foram aceitos: não se envolver além do necessário, não perguntar demais, apenas deixar as coisas leves, divertidas, românticas...
Cada um cumpre o seu papel. Sem dizer palavra sobre o assunto, que é pra não estragar o clima.
Mas, mesmo assim, nesse compromisso descompromissado, eles têm medo de se perder. Um medo real. Dá uma vontade de ir quebrando as cláusulas do contrato uma após a outra, sem parar...
Mas eles apenas se despedem, sem promessas. Apenas uma troca de telefones onde os dois sabem que não vão ligar.
Mas, mesmo assim, nesse compromisso descompromissado, eles têm medo de se perder. Um medo real. Dá uma vontade de ir quebrando as cláusulas do contrato uma após a outra, sem parar...
Mas eles apenas se despedem, sem promessas. Apenas uma troca de telefones onde os dois sabem que não vão ligar.
Apenas se despedem, para quem sabe "fazer de conta" no verão que vem.
E partem, com o coração nas mãos, sem poder entregá-lo.
E partem, com o coração nas mãos, sem poder entregá-lo.
Afinal, eles são apenas substitutos.
Ela sabe, ele sabe, os dois sabem muito bem.
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