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domingo, 31 de julho de 2011

Escolhas

Era uma tarde em uma cidade que naquela época agente acreditava ser longe muito longe da nossa terra natal. Não que de fato não fosse, mas hoje em dia, sabemos que as distâncias são muito relativas.
Naquela época morávamos realmente perto e ainda assim éramos muito distantes, o que só comprova a afirmação.
Mas foi naquele dia, em um lugar tão longe que entre nós as distâncias diminuíram de uma vez, e quem sabe,(tomara) para sempre.
Há quem diga que amigos são a família que podemos escolher, e que viagens fazem com que a gente se comporte de uma forma livre, fazendo tudo o que tem vontade. Se é verdade ou não, não sei dizer.
Mas começou como uma brincadeira, alguns "toca a campainha e corre" ou realizar o sonho de "descer escadas rolantes que sobem", e de repente, éramos irmãos. Não me lembro como, nem exatamente onde e nem direito o porquê, mas foi naquele dia que ganhei um irmão mais velho. Um irmão que não tinha nada a ver comigo, ao mesmo tempo em que tinha tudo pra ser mesmo "da família".
Um de nós é fanático por rock, o outro curte sertanejo, um é ranzinza, o outro manteiga derretida, um é chato, o outro, bem, o outro.. também... e não é que a gente se parece?!


Acho que tem coisas na vida que não podemos escolher, e que ainda assim, são responsáveis por quem agente é. Mas acredito que são nossas escolhas que nos constroem ainda mais a cada dia...
E os irmãos, são pequenos pedacinhos da gente... e eu não poderia ter me completado melhor!

sábado, 4 de junho de 2011

Ela

Desde sempre, esperta, impetuosa e cheia de opinião. Quando criança, sapeca. Quando mulher, um furacão.
Temperamento forte, não se pode negar. Mas tem o maior coração de todos, com uma capacidade enorme de perdoar.
É muito mais forte do que aparenta ser. E essa carinha de anjo esconde muitas barras que segurou sozinha sem se abater.
Companheira, carinhosa, amiga.  Ela tem tantas qualidades que eu me cansaria de citar... Mas o que sei é que o meu mundo se alegrou quando ela surgiu, com esses olhos espertos, para iluminar.

O tempo passou, para mim e para ela também. O mundo nos afastou um pouco, e colocou cada uma num cantinho diferente para seguir um caminho tão igualmente distinto. Hoje não somos mais tão meninas, tão pouco tão inocentes; mas o que nos une continua lá, e sempre vai estar.
Laços de sangue apenas, não fazem uma família, agente precisa merecer, conquistar. Brigas e aborrescência adolescência à parte, o que construímos é tão forte que chega a doer. Acho que os irmãos, são um complemento da gente mesmo, uma continuação. Sinto sua falta, como se faltasse um pedaço de mim; apesar de saber que tem que ser assim. Pois é o melhor pra você e também para mim.

Você daí tem seus problemas, suas dúvidas, sua vida, e eu fico daqui muitas vezes sem poder ajudar. É estranho pois queria eu poder sempre te proteger e afastar tudo que pudesse te magoar.

E hoje, eu rezo, e peço a Deus que te proteja quando eu estou longe (e quando estou perto também) e que te ajude a conquistar tudo que você desejar! Sei que  és uma mulher que nem precisa da minha proteção!

Mas ainda a vejo como uma menininha. E talvez seja sempre assim!

Hoje o mundo se alegra, pois completa-se mais um ano que você existe!! PARABÉNS!!!
Te amo, mana!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Do outro lado...

Lá e cá, é noite. Daqui faz frio, de lá também. Eu rezando, ele nem. Durmo, ele nem deitou. Ainda durmo, ele já acordou. Acordo, corro, me atraso, empurro tudo como der. De lá ele mantém seu dia, fugindo como pode da rotina. E eu aqui levando com a maré. A noite chega, eu quero fugir, de lá não sei o que acontece, mas, às vezes, é como se eu quase pudesse sentir.

Sei que estamos perto, apesar da distância física entre nós. E desde que essa distância aumentou, parece que nos uniu ainda mais. Agora, por vezes me pego imaginando o que ele diria, e me que conselhos daria, posso até mesmo sentir sua desaprovação. E confesso, às vezes, nem ligo!

Sei que seguimos nossas vidas, com as cabeças erguidas, vivendo um dia de cada vez. Um pouco de alegria eu sei que tem de lá, daqui, talvez. Mas eu não consigo não me lembrar de nossas conversas naquele restaurante japonês. E sigo sentindo falta dos nossos momentos juntos, das conversas fiadas, das discussões acalouradas, e de tantas coisas que ainda não fizemos, e daquelas que talvez nunca faremos.

Dois mundos. Tão ligados, tão distantes, tão diferentes e tão iguais.

E o lado de cá se ilumina, de um jeito que só ele faz. Quando com notícias preenche, um espaço que só o lado de lá é capaz.

sábado, 14 de maio de 2011

Amigos

E tudo que se precisa ás vezes, é de um amigo… Só pra te escutar, e pra você ouvir também… dar umas risadas, esquecer as suas tristezas, relembrar momentos bons, sair de si mesmo..

Agente se acostuma a ficar sempre no nosso mundinho, tão fechado e seguro, que às vezes fica muito abafado. Precisamos de alguém pra ajudar a tomar um ar, buscar algo puro para limpar nossas frustrações que muitas vezes guardamos com mais carinho que nossas conquistas.

Nada melhor que um amigo para sacudir um pouco da nossa poeira. Conversar um pouco, falar, escutar. Principalmente escutar.

Ouvir o outro pode ser muito mais reconfortante que falar.
Falar expõe, liberta… Mas as palavras que saem de nós não são tão doces e reconfortantes quanto às que recebemos de quem se importa com agente.

Palavras que vem macias e sinceras, um bálsamo curando as dores que agente não admite nem pra gente mesmo que as tem...

Amigos, meus amigos… muitas vezes, apenas ombros e ouvidos.

sábado, 26 de março de 2011

Rascunhos...

O problema não é você, sou eu.
O ódio não é de você, é de mim.
A frustração não é contigo, é comigo.
E quando te vejo, quero correr, fugir, morrer.
E tudo por culpa minha.
Essa dor de agora, é culpa minha, e é por isso que dói tanto.
Porque você sempre foi assim, eu que não enxerguei.
Você nunca mudou e nem vai mudar.
Eu que me deixei enganar.
Tão fácil. Tão rápido. Tão inconscientemente idiota.
Tão carente, que comprei apenas as partes boas, ignorando todo o resto.
Ignorando todo mundo.
Deixei-me levar, e agora seria tão mais fácil te culpar.
E dizer que o erro foi seu, mas novamente não.
Não,  não...Não!
E por isso dói cada vez mais...
O problema não é você, sou eu...

***

Hoje eu acordei e fiz o que quis.
Nossa como é difícil agente dizer essa frase, e mais não se arrepender dela...

***

Escrevo melhor quando estou triste. Mas escrevo mais quando estou feliz.
Acho que a inspiração precisa da tristeza para crescer, se desenvolver.
A felicidade não é tão profunda.
Textos alegres são curtinhos, e são muitos. Os de tristeza são pesados, se arrastam, são imeeensos. Às vezes, são até chatos.
Mas o pior mesmo, é quando fica esse vazio.
Nem alegre, nem triste.
Apenas esperando. Esperando que algo intenso aconteça.
Como naqueles segundos na montanha russa, quando você não consegue ver o que vem a frente.
Aqueles minutos de silêncio, em que agente espera se vai cair de repente de uma vez, ou se vai começar logo a subir devagarinho.
Mas sabe que algo vai acontecer...

***

Pela metade. Assim que me sinto.
É tudo como se eu vivesse pela metade.
Não posso ser quem eu sou, e quando o sou, sou por demasia.
Não pode ser certo. Não pode ser assim.
Eu só queria... Eu só... Eu... por inteiro...

***

Seria muito bom se coração tivesse "on/off".
Às vezes a dor é tanta, que eu só queria desligar...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Responsabilidade

Uma das qualidades que eu mais preso nas pessoas é o seu senso de responsabilidade.

Não tem nada pior que alguém que marca um compromisso com você, e sem aviso prévio, desmarca. Muitas vezes, em cima da hora. Ou mesmo aquele amigo que fica te enrolando para pagar aqueeeela "grana" que pegou com você emprestada, e já faz um tempão!

Não há nada como o respeito à palavra. Agente é muito mais responsável pelo que diz do que pelo que pensa!
Uma vez dita, nada pode destruir uma palavra. E agente se esquece disso.

Em um mundo onde todo mundo quer ser "o mais esperto"; muita gente já não honra o ditado da "palavra dada, palavra cumprida"... Tudo hoje em dia, precisa de documentos, provas e testemunhas, porque nossas palavras se tornaram fáceis e banais.

Nem mesmo o "eu te amo" tem mais tanto impacto assim...

Por isso, caro leitor, desejo que seu "sim" seja sim! E que seu "não" seja não...
Honrar o que agente diz é respeitar agente e as pessoas que agente gosta. Então, se não sente ou não vai fazer, não diga só para agradar...
Palavras ferem!
E ferem ainda mais porque agente não consegue ver!


"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" ( O Pequeno Príncipe )

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Despedidas

Essa estória de morar em vários lugares e não pertencer a nenhum é mesmo um saco!
De um lado sou como o vento. Vem de vez em quando, alegra alguns, pra outros não faz diferença. Apenas mexe algumas folhas, pode ser bem forte e fazer alguns estragos, mas na maior parte das vezes é só um frescor e logo vai embora....
Do outro, sou uma mudinha, pequenas raízes. Uma sede de aproveitar toda a água que possa aparecer, mesmo sabendo que não posso usufruir de toda ela. Uma necessidade de viver tudo, sabendo que logo, logo, vão me plantar em outro lugar...

É mesmo muito chata essa vida provisória, sem poder criar laços, que são inevitáveis, se criam sozinhos!
E fazendo com que os já existentes doam cada vez mais, todas as vezes que nos despedimos.
A dor da partida de um lado, compensa a chegada no outro? Não sei responder, são dores diferentes. E impossíveis de ignorar. Dores que assombram, fantasmas que querem conversar, mas que eu só quero ignorar.

Mesmo sabendo que a espera não é assim tão grande, a dor acontece mesmo assim. Ela é meio surda... não ouve quando agente diz que o tempo passa rápido. Apenas dói e pronto!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Amizade

Eu já sabia o quanto ela tinha razão nas afirmações que me fez. Mas foi hoje que percebi na pele o que ela disse.

Quando agente é criança, acredita que amizade é se ver todo dia, participar efetivamente da vida um do outro, brincar junto na rua. Mas eis que um dia, agente cresce!

E percebe que a amizade, quando verdadeira, pode sobreviver, mesmo de longe. Hoje em dia, nossa amizade é ainda tão viva quanto naquela época. Atualmente, nos encontramos fisicamente no máximo duas vezes por ano, mas ainda sim, somos grandes amigas.

E isso se estende a todos os outros. Somos todos amigos que se encontram sazonalmente, quando então conversamos sobre amenidades e queremos saber das vidas uns dos outros "resumidamente" (nas palavras dela). E ainda assim, é muito bom!

Saímos em turmas, com uma sede de aproveitar cada instante juntos, muitas vezes, como se o mundo fosse acabar. Conversamos, brincamos, contamos "causos" durante horas (que parecem passar mais rápido do que deveriam) , relembramos da época em que nos víamos todos os dias naquela escola que tanto nos ensinou, e os assuntos ainda não faltam, nunca!

São algumas horas apenas. Mas que são esperadas durante o ano todo. E o que mais impressiona é que percebemos que a nossa cumplicidade, o carinho, a intimidade, não se perderam com tempo. Passamos meses sem nos vermos, e eis que na hora do reencontro, parece que foi ontem. E assim, os anos vão passando. E agente só percebe olhando nas fotografias. Ou mesmo naquele "puxa, já se foram quatro anos" que agente escuta no outro canto da mesa.

Somos nós mesmos, mas não somos os mesmos. Mudam-se os sonhos, as metas, os ideais, até as crenças. Mas ainda somos amigos!

Saudosismos, risos, "causos", as velhas intrigas, comentários, mais risos, uma cervejinha, um alô... e lá vamos nós de novo, cada um para a sua vidinha, sabendo que na estação que vem, tem mais!

E como eu gosto de dizer, amizade não se agradece, se cultiva! Então, esse post é uma homenagem a vocês, meus amigos...
Meus amigos de encontros sazonais, mas de amizades reais!