Foi ali olhando para aqueles rostos, naquele bar, que eu tive a revelação mais assustadora de todos os tempos: a gente cresceu!
De um jeito ou de outro, estamos sempre juntos, e quando nos olhamos, enxergamos uns nos outros a juventude. Nos protegemos da maturidade, estar junto, é nunca envelhecer...
A amizade é tanta que nem nos demos conta de que já se vão anos; uns 8, pelo menos (Oh, Deus!).
Somos nós mesmos, mas não somos sempre os mesmos. Mas por estarmos sempre em contato, não nos demos conta.
Por um instante eu reparei naquela mesa, naqueles sorrisos. Os mesmos rostos, mas não as mesmas expressões; os meus olhos, mas não o mesmo brilho.
No decorrer desses anos, a turma também mudou um pouco. Tem a galera "base" que nunca abandonou o barco e sempre sai junta, tem quem sumiu, tem gente que chegou, gente que chegou e logo depois sumiu... Mas é sempre "A" turma, não importa, é aconchegante do mesmo jeito. Tem coisas que nunca mudam, e outras estão sempre em movimento, ainda bem!
Naquela mesa, sorrindo, eu notei o quanto evoluímos, o quanto mudamos sem perder a essência. E fiquei tão orgulhosa, tão feliz. Por termos mantido a chama acesa, por não deixar morrer, nem se afastar... Por mais que a vida tenha empurrado cada um prum lado...
Crescer junto, é crescer ainda mais. Hoje já não somos tão jovens, e algumas coisas são ainda menores quando olhamos de longe.. Mas quer saber de uma coisa?
A gente cresceu junto! Ainda bem! E espero que continuemos crescendo juntos, mesmo sem perceber... Pois talvez, aquela mesa de bar, seja nossa "Terra do Nunca" onde podemos ser jovens pra sempre!
Apenas um jeito de extravasar um pouco do muito que me vem à cabeça. São textos meus, que quase sempre aparecem mais como uma bagunça organizada. Fragmentos, um coquetel de pensamentos... Nem sempre coerente, nem sempre preciso, mas que juntos tentam me definir...
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sábado, 4 de fevereiro de 2012
sábado, 21 de maio de 2011
Fim do mundo
Em 1999, eu estava lá! "Mil passará dois mil não inteirará!" E foi até engraçado ver as beatas da minha rua se ajoelharem no chão na virada do ano!Depois, foi a virada de 99 para 2000! O bug do milênio! E mais uma vez, agente sobreviveu...
Em seguida, veio 21 de maio de 2011, e eu ainda estou aqui!
Nesse meio tempo, vi telefones serem artigo de luxo, telefones públicos que se chamavam orelhões e funcionavam a ficha. Pasta de dentes, deixada aberta, endurecia; e o Merthiolate ainda doía.
Celular?Orkut? Eu vi aparecerem... Um operário governou o país, depois uma mulher. E nesse meio tempo, um negro foi eleito presidente nos Estados Unidos!
Acho que até vi bastante história... E sobrevivi a vários "fim do mundo"...
Então, acho que vou comprar logo meu ingresso para 2012. Por que imagino que mais uma vez o evento "fim do mundo" foi adiado!
E ainda há muito para ver e por viver!
terça-feira, 26 de abril de 2011
Antes de morrer, quero viver!
Cada um se apega à sua explicação, à sua fé. Muitas são as crenças... Mas a grande verdade é que ninguém sabe ao certo. Certeza, certeza mesmo, a única que temos é o agora, é essa vida.O que vai acontecer depois, não dá pra prever. Seja daqui a uns segundos, seja quando essa existência acabar...
Só sei que a cada segundo que passa, morre-se um pouquinho... Pare de guardar o melhor para o final... Coma a sobremesa, ande descalço, cante uma música, diga que ama... Hoje pode ser sua última chance.
E por isso tenho essa necessidade de beber a vida em um gole só. Uma sede de aproveitar cada segundo, cada experiência... Se for só isso que terei, quero que tenha valido a pena. E se houver mais, melhor ainda!
Quero viver tudo com intensidade, sem desperdiçar o bem mais precioso que tenho, o tempo. Esse bem que às vezes vendemos tão barato, sem a consciência de que não dá pra comprá-lo de volta.
Cada segundo que passa não dá para recuperar. Parei de desperdiçar os meus com mediocridades, culpas e com o famoso "o que os outros vão pensar". Desde então tenho sido muito criticada, mas garanto, muito mais feliz!
terça-feira, 12 de abril de 2011
Dias nublados
Começou com uma dorzinha chata que ele foi levando, levando, reclamando...
Até que um dia, decidiu ir ao médico. E foi nesse ponto que a luta começou. De cara fez uma cirurgia, depois, uns remédios aqui outros acolá, e eis que veio a quimio, hospitais, internações...
Ele foi forte! Muito! Mas a doença parecia ganhar, e ele foi definhando. Emagrecendo devagar.
Quando as coisas ficaram piores, passou a ficar mais em casa. Época em plantou uma muda de uma tal flor no jardim, e que vigiava se ia desabrochar todas as manhãs. Ele dizia que queria descobrir a cor (comprou a muda mas não se lembrava do que o vendedor tinha dito). Mas os brotinhos sempre caiam no chão antes de se abrir.
Lembro-me, do dia em que sentamos à mesa juntos, pela última vez. Ele estava tão magrinho que vi seus olhos azuis cinzentos saltarem do rosto. Eu olhei para ele triste, mas seus olhos estavam serenos. Ele comia conosco a sua sopinha rala (único alimento "sólido" que ele ainda podia comer), dizendo que estava ótima (mas não devia estar)..
O tempo foi passando... Ele era forte, e resistiu muito, lutou até demais... mas um dia, descansou.
E, coincidência ou não, foi esse o único dia em que vi aquela flor se abrir, um só botão... Mas ele não estava mais lá para ver. Fiquei triste, queria contar a ele que ela era branca. Chorei. Mas mãe disse para não fazê-lo, que ele estava vendo a flor lá do céu... "Será? Tomara!" pensei.
E foi ae que eu olhei pro céu, e vi o dia mais cinzento azulado que já vi. Um céu da cor dos olhos dele...
Isso foi há muitos anos.. Mas das coisas que jamais esquecerei estão: aquela flor, aquele céu e aqueles olhos. Ou melhor, aquela flor sob aqueles olhos cor de céu.
E é por isso que eu amo tanto os dias nublados. Porque me lembram você. Quando finjo que o céu são seus olhos, e aceno pra cima e sorrio... Porque quero que quando meu dia chegar; os meus olhos, apesar de castanhos, também transmitam que a minha vida valeu a pena!
Um céu, cinza azulado como seus olhos... Um olhar, cinza, azul de céu.
Já fazem anos, mas ainda sinto sua falta. E ainda vejo seus olhos em todos os dias nublados...
Até que um dia, decidiu ir ao médico. E foi nesse ponto que a luta começou. De cara fez uma cirurgia, depois, uns remédios aqui outros acolá, e eis que veio a quimio, hospitais, internações...
Ele foi forte! Muito! Mas a doença parecia ganhar, e ele foi definhando. Emagrecendo devagar.
Quando as coisas ficaram piores, passou a ficar mais em casa. Época em plantou uma muda de uma tal flor no jardim, e que vigiava se ia desabrochar todas as manhãs. Ele dizia que queria descobrir a cor (comprou a muda mas não se lembrava do que o vendedor tinha dito). Mas os brotinhos sempre caiam no chão antes de se abrir.
Lembro-me, do dia em que sentamos à mesa juntos, pela última vez. Ele estava tão magrinho que vi seus olhos azuis cinzentos saltarem do rosto. Eu olhei para ele triste, mas seus olhos estavam serenos. Ele comia conosco a sua sopinha rala (único alimento "sólido" que ele ainda podia comer), dizendo que estava ótima (mas não devia estar)..
O tempo foi passando... Ele era forte, e resistiu muito, lutou até demais... mas um dia, descansou.
E, coincidência ou não, foi esse o único dia em que vi aquela flor se abrir, um só botão... Mas ele não estava mais lá para ver. Fiquei triste, queria contar a ele que ela era branca. Chorei. Mas mãe disse para não fazê-lo, que ele estava vendo a flor lá do céu... "Será? Tomara!" pensei.
E foi ae que eu olhei pro céu, e vi o dia mais cinzento azulado que já vi. Um céu da cor dos olhos dele...
Isso foi há muitos anos.. Mas das coisas que jamais esquecerei estão: aquela flor, aquele céu e aqueles olhos. Ou melhor, aquela flor sob aqueles olhos cor de céu.
E é por isso que eu amo tanto os dias nublados. Porque me lembram você. Quando finjo que o céu são seus olhos, e aceno pra cima e sorrio... Porque quero que quando meu dia chegar; os meus olhos, apesar de castanhos, também transmitam que a minha vida valeu a pena!
Um céu, cinza azulado como seus olhos... Um olhar, cinza, azul de céu.
Já fazem anos, mas ainda sinto sua falta. E ainda vejo seus olhos em todos os dias nublados...
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Mudanças...
A cada minuto que eu olho, tudo parece igual.
E a cada hora, o mundo ainda me parece o mesmo.
Estranhamente, quando me distraio. Nada mais está lá.
E é como se eu vivesse olhando tudo de outro ângulo. Como se observasse as coisas de um outro lugar. E às vezes, é como se nem existisse.
De lá, parece que nada se altera... Mas do lado de cá... tudo é tão diferente!
domingo, 27 de março de 2011
Velhas coisas, olhos novos!
A maioria dos eventos, das atividades, das coisas do nosso dia a dia são sempre as mesmas.
Na maior parte do tempo, os dias são sempre muito bem estruturados com coisas quase sempre iguais. A mesma mesa onde se toma café, almoça, janta. O mesmo ônibus. A mesma escola, as mesmas pessoas. As mesmas tarefas, tão diárias, tão cotidianas. A mesma cama...
As coisas vão ficando tão sempre iguais que agente acaba "robotizando" tudo. E fazendo coisas tão mecanicamente que perdemos os pequenos prazeres, tão presentes nessas coisas aparentemente tão iguais, mas que não são!
Hoje acordei, ou melhor, nem dormi, redescobrindo essas pequenas alegrias, que estavam escondidas, camufladas em coisas tão banais, normais, iguais.
Como é maravilhoso sentir o solzinho meio fraco da manhã.. Ler um livro.. Apreciar um café, feito por mãos que nos amam... Cozinhar para quem agente gosta e ouvir um "tá muito gostoso"... NOSSA! Como isso tudo é bom, é ótimo, é incrível!
Dizem que a felicidade está nas pequenas coisas, e puxa... Estão tão certos!
Não dá pra esperar ser feliz quando essa fase passar, porque daí já vou estar em outro lugar, com outra eu, querendo outras coisas. E provavelmente, mais uma vez, adiarei a felicidade para o "quando tal coisa me acontecer".

Porque a grande questão não é "ser feliz", é "estar feliz"... porque, é nessa hora, que passa a depender só da gente, de como agente encara o mundo...
E é só olhar as mesmas coisas com a alma, pra poder ver o que é incrível!
Na maior parte do tempo, os dias são sempre muito bem estruturados com coisas quase sempre iguais. A mesma mesa onde se toma café, almoça, janta. O mesmo ônibus. A mesma escola, as mesmas pessoas. As mesmas tarefas, tão diárias, tão cotidianas. A mesma cama...
As coisas vão ficando tão sempre iguais que agente acaba "robotizando" tudo. E fazendo coisas tão mecanicamente que perdemos os pequenos prazeres, tão presentes nessas coisas aparentemente tão iguais, mas que não são!
Hoje acordei, ou melhor, nem dormi, redescobrindo essas pequenas alegrias, que estavam escondidas, camufladas em coisas tão banais, normais, iguais.
Como é maravilhoso sentir o solzinho meio fraco da manhã.. Ler um livro.. Apreciar um café, feito por mãos que nos amam... Cozinhar para quem agente gosta e ouvir um "tá muito gostoso"... NOSSA! Como isso tudo é bom, é ótimo, é incrível!
Dizem que a felicidade está nas pequenas coisas, e puxa... Estão tão certos!
Não dá pra esperar ser feliz quando essa fase passar, porque daí já vou estar em outro lugar, com outra eu, querendo outras coisas. E provavelmente, mais uma vez, adiarei a felicidade para o "quando tal coisa me acontecer".

Porque a grande questão não é "ser feliz", é "estar feliz"... porque, é nessa hora, que passa a depender só da gente, de como agente encara o mundo...
E é só olhar as mesmas coisas com a alma, pra poder ver o que é incrível!
sábado, 26 de março de 2011
Rascunhos...
O problema não é você, sou eu.
O ódio não é de você, é de mim.
A frustração não é contigo, é comigo.
E quando te vejo, quero correr, fugir, morrer.
E tudo por culpa minha.
Essa dor de agora, é culpa minha, e é por isso que dói tanto.
Porque você sempre foi assim, eu que não enxerguei.
Você nunca mudou e nem vai mudar.
Eu que me deixei enganar.
Tão fácil. Tão rápido. Tão inconscientemente idiota.
Tão carente, que comprei apenas as partes boas, ignorando todo o resto.
Ignorando todo mundo.
Deixei-me levar, e agora seria tão mais fácil te culpar.
E dizer que o erro foi seu, mas novamente não.
Não, não...Não!
E por isso dói cada vez mais...
O problema não é você, sou eu...
***
Hoje eu acordei e fiz o que quis.
Nossa como é difícil agente dizer essa frase, e mais não se arrepender dela...
***
Escrevo melhor quando estou triste. Mas escrevo mais quando estou feliz.
Acho que a inspiração precisa da tristeza para crescer, se desenvolver.
A felicidade não é tão profunda.
Textos alegres são curtinhos, e são muitos. Os de tristeza são pesados, se arrastam, são imeeensos. Às vezes, são até chatos.
Mas o pior mesmo, é quando fica esse vazio.
Nem alegre, nem triste.
Apenas esperando. Esperando que algo intenso aconteça.
Como naqueles segundos na montanha russa, quando você não consegue ver o que vem a frente.
Aqueles minutos de silêncio, em que agente espera se vai cair de repente de uma vez, ou se vai começar logo a subir devagarinho.
Mas sabe que algo vai acontecer...
***
Pela metade. Assim que me sinto.
É tudo como se eu vivesse pela metade.
Não posso ser quem eu sou, e quando o sou, sou por demasia.
Não pode ser certo. Não pode ser assim.
Eu só queria... Eu só... Eu... por inteiro...
***
O ódio não é de você, é de mim.
A frustração não é contigo, é comigo.
E quando te vejo, quero correr, fugir, morrer.
E tudo por culpa minha.
Essa dor de agora, é culpa minha, e é por isso que dói tanto.
Porque você sempre foi assim, eu que não enxerguei.
Você nunca mudou e nem vai mudar.
Eu que me deixei enganar.
Tão fácil. Tão rápido. Tão inconscientemente idiota.
Tão carente, que comprei apenas as partes boas, ignorando todo o resto.
Ignorando todo mundo.
Deixei-me levar, e agora seria tão mais fácil te culpar.
E dizer que o erro foi seu, mas novamente não.
Não, não...Não!
E por isso dói cada vez mais...
O problema não é você, sou eu...
***
Hoje eu acordei e fiz o que quis.
Nossa como é difícil agente dizer essa frase, e mais não se arrepender dela...
***
Escrevo melhor quando estou triste. Mas escrevo mais quando estou feliz.
Acho que a inspiração precisa da tristeza para crescer, se desenvolver.
A felicidade não é tão profunda.
Textos alegres são curtinhos, e são muitos. Os de tristeza são pesados, se arrastam, são imeeensos. Às vezes, são até chatos.
Mas o pior mesmo, é quando fica esse vazio.
Nem alegre, nem triste.
Apenas esperando. Esperando que algo intenso aconteça.
Como naqueles segundos na montanha russa, quando você não consegue ver o que vem a frente.
Aqueles minutos de silêncio, em que agente espera se vai cair de repente de uma vez, ou se vai começar logo a subir devagarinho.
Mas sabe que algo vai acontecer...
***
Pela metade. Assim que me sinto.
É tudo como se eu vivesse pela metade.
Não posso ser quem eu sou, e quando o sou, sou por demasia.
Não pode ser certo. Não pode ser assim.
Eu só queria... Eu só... Eu... por inteiro...
***
Seria muito bom se coração tivesse "on/off".
Às vezes a dor é tanta, que eu só queria desligar...
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Despedidas
Essa estória de morar em vários lugares e não pertencer a nenhum é mesmo um saco!
De um lado sou como o vento. Vem de vez em quando, alegra alguns, pra outros não faz diferença. Apenas mexe algumas folhas, pode ser bem forte e fazer alguns estragos, mas na maior parte das vezes é só um frescor e logo vai embora....
Do outro, sou uma mudinha, pequenas raízes. Uma sede de aproveitar toda a água que possa aparecer, mesmo sabendo que não posso usufruir de toda ela. Uma necessidade de viver tudo, sabendo que logo, logo, vão me plantar em outro lugar...
É mesmo muito chata essa vida provisória, sem poder criar laços, que são inevitáveis, se criam sozinhos!
E fazendo com que os já existentes doam cada vez mais, todas as vezes que nos despedimos.
A dor da partida de um lado, compensa a chegada no outro? Não sei responder, são dores diferentes. E impossíveis de ignorar. Dores que assombram, fantasmas que querem conversar, mas que eu só quero ignorar.
Mesmo sabendo que a espera não é assim tão grande, a dor acontece mesmo assim. Ela é meio surda... não ouve quando agente diz que o tempo passa rápido. Apenas dói e pronto!
De um lado sou como o vento. Vem de vez em quando, alegra alguns, pra outros não faz diferença. Apenas mexe algumas folhas, pode ser bem forte e fazer alguns estragos, mas na maior parte das vezes é só um frescor e logo vai embora....
Do outro, sou uma mudinha, pequenas raízes. Uma sede de aproveitar toda a água que possa aparecer, mesmo sabendo que não posso usufruir de toda ela. Uma necessidade de viver tudo, sabendo que logo, logo, vão me plantar em outro lugar...
É mesmo muito chata essa vida provisória, sem poder criar laços, que são inevitáveis, se criam sozinhos!
E fazendo com que os já existentes doam cada vez mais, todas as vezes que nos despedimos.
A dor da partida de um lado, compensa a chegada no outro? Não sei responder, são dores diferentes. E impossíveis de ignorar. Dores que assombram, fantasmas que querem conversar, mas que eu só quero ignorar.
Mesmo sabendo que a espera não é assim tão grande, a dor acontece mesmo assim. Ela é meio surda... não ouve quando agente diz que o tempo passa rápido. Apenas dói e pronto!
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Tempos Modernos
Ultimamente, ando me sentindo muito velha, apesar de ter apenas vinte e poucos anos. Existem esses momentos em que me pego dizendo aquela expressão tantas vezes repetida por meus avós "no meu tempo...".
Mas o que realmente me espanta é a veracidade da expressão quando eu a digo.
Puxa vida, no meu tempo, se compravam fixas para telefones públicos!
Sou do tempo em que pasta de dentes endurecia se agente a deixasse destampada. Lembro-me ainda de como os tubos eram revestidos internamente de metal e como agente "quebrava" o tubo pra poder aproveitar aquele restinho de pasta que ficava presa, girando a escova lá dentro.
Lembro das férias quando agente ia às locadoras para locar filmes em VHS.
Lembro de quando agente tirava fotos com aquelas máquinas analógicas nas quais o flash por vezes falhava e agente torcia para que as fotos ficassem ao menos "razoáveis". E isso porque só podíamos tirar uma, hein. Afinal, o filme fotográfico não era barato e não podíamos desperdiçar, 36 poses e olhe lá!
A tecnologia avançou tão rápido que todas essas coisas parecem do século passado... Ó meu Deus, e são! Aliás, eu mesma sou do milénio passado. E isso não é tanto tempo assim (que estranho)...
Fotos, telefones, pastas de dentes, filmes... são coisas tão simples de se conseguir hoje em dia. E talvez pela simplicidade estejam caindo na banalização.
Dizem que a felicidade está na simplicidade, logo deveríamos ser mais felizes! Não é? Acho que talvez felicidade seja valorizar a simplicidade.
Ou eu esteja realmente ficando velha e saudosista, apenas querendo um motivo para dizer: "No meu tempo, erámos felizes e não sabíamos...".Ou será que sabíamos? Sabemos?
Mas o que realmente me espanta é a veracidade da expressão quando eu a digo.
Puxa vida, no meu tempo, se compravam fixas para telefones públicos!
Sou do tempo em que pasta de dentes endurecia se agente a deixasse destampada. Lembro-me ainda de como os tubos eram revestidos internamente de metal e como agente "quebrava" o tubo pra poder aproveitar aquele restinho de pasta que ficava presa, girando a escova lá dentro.
Lembro das férias quando agente ia às locadoras para locar filmes em VHS.
Lembro de quando agente tirava fotos com aquelas máquinas analógicas nas quais o flash por vezes falhava e agente torcia para que as fotos ficassem ao menos "razoáveis". E isso porque só podíamos tirar uma, hein. Afinal, o filme fotográfico não era barato e não podíamos desperdiçar, 36 poses e olhe lá!
A tecnologia avançou tão rápido que todas essas coisas parecem do século passado... Ó meu Deus, e são! Aliás, eu mesma sou do milénio passado. E isso não é tanto tempo assim (que estranho)...
Fotos, telefones, pastas de dentes, filmes... são coisas tão simples de se conseguir hoje em dia. E talvez pela simplicidade estejam caindo na banalização.
Dizem que a felicidade está na simplicidade, logo deveríamos ser mais felizes! Não é? Acho que talvez felicidade seja valorizar a simplicidade.
Ou eu esteja realmente ficando velha e saudosista, apenas querendo um motivo para dizer: "No meu tempo, erámos felizes e não sabíamos...".Ou será que sabíamos? Sabemos?
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