Dentro do carro, conversa vai, conversa vem.
- Mas ela tem que se tratar!
- Tem mesmo, se doença fosse o único problema dela, ainda dava pra aturar. Mas ela é muito chata!
- Pena que não tem remédio pra chatice... senão eu comprava uma caixa pra ela!
Silêncio.
10 minutos depois...
- Certeza que não tem remédio para chatice? Já inventaram remédio para tristeza... Deve ter para chatice!
- Olha! Uma farmácia! Para la!
Apenas um jeito de extravasar um pouco do muito que me vem à cabeça. São textos meus, que quase sempre aparecem mais como uma bagunça organizada. Fragmentos, um coquetel de pensamentos... Nem sempre coerente, nem sempre preciso, mas que juntos tentam me definir...
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quinta-feira, 23 de junho de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
Diálogos - parte 4
O telefone toca:
- E ae? Vamos ver um filme? Ou jogar cartas?
- Ah, não vai dar tenho que estudar. - disse ela.
- Ah, mas nem um pouquinho? Não pode parar?.... (blá, blá...) Vem fulana e se quiser, chamo o ciclano... (blá blá...) - a pessoa continua falando e ela nem presta atenção, só ouve o blá, blá, blá.
- Desculpa não vai dar mesmo! - já impaciente.
- (blá blá...)
E o tal desligou, ela nem sequer se lembrava da conversa.
Praticamente em seguida, outro telefonema:
- Mas e ae? Vamos ver um filme?
- Olha, não vai dar. Tenho que estudar. - "Será que todo mundo resolveu me chamar pra sair logo hoje?" pensou.
- Mas em alguma hora você vai ter que comer. Não vai?
E o dia dela se iluminou!
O interessado dá um jeito, o desinteressado também!
sábado, 23 de abril de 2011
Conversas por ae:
- Melhor eu guardar esse pedaço, posso ficar comendo chocolate assim não!
- Nossa, mas isso significa que agente não vai mais se formar juntas?! Que chato!
- Porque? Engorda?
- Não. Espinhas!
- Iiiii que bobagem, chocolate não dá espinha não!
- Ah é? Fala isso pra minha pele!
***
- Nossa, mas isso significa que agente não vai mais se formar juntas?! Que chato!
- Chato nada! Isso quer dizer que vamos em duas festas de formatura, a sua e a minha!
- Ah, mas a sua vai ser primeiro... Não quero gastar o meu vestido de formatura na sua.
- Pára com isso! Sua mãe vai querer te comprar um lindo vestido novo.
- Péra... Agente tá falando da mesma mãe?
***
- Lia, pega essa caneta ai do seu lado, pra mim escrever o telefone aqui?
- "Mim" não faz nada.
- Nossa, credo! Não quer ajudar, então não ajuda!
- Nããão, eu só estava te corri...
- Aff! Agora não precisa mais!
sexta-feira, 11 de março de 2011
Pequenas coisas
- Deus, acho que eu to com defeito.
E do outro lado da mesa, o outro disse:
- Essa sua namorada é muito engraçada.
Como ele não desmentisse, ela sorriu, e saiu voando!
***
-Tá falando sozinha ae, é?
- Não, tô viajando.
Com ciúmes daqueles pensamentos, ele diz:
- Então volta já pra cá!
- E por que pensas isso, filha?
- Meu peito dói, to com dificuldade pra respirar, e meus olhos tão vazando...
- Isso acontece, chama "saudade".
- Faz alguma coisa, me conserta! Ta doendo...
***
E do outro lado da mesa, o outro disse:
- Essa sua namorada é muito engraçada.
Como ele não desmentisse, ela sorriu, e saiu voando!
***
-Tá falando sozinha ae, é?
- Não, tô viajando.
Com ciúmes daqueles pensamentos, ele diz:
- Então volta já pra cá!
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Coisas que acontecem
No supermercado, duas mulheres conversando:
- Ah, mas por que que ela ficou melhor classificada que você?
- Porque ela é mais velha, uai! Essas velharias ficam ocupando o lugar dos mais novos...
Eis que havia um senhor ouvindo a conversa, que nem aparentava tanta idade assim, ele cutuca uma delas e diz:
- Minha filha, quantos anos você tem?
- Err... Eu... é...
- Uns 39?? Olha, então, se eu fosse você, eu dava um jeito de morrer esse ano, sem falta! Porque quarenta, já é velho, sabia?!
E saiu alegremente, empurrando seu carrinho.
- Ah, mas por que que ela ficou melhor classificada que você?
- Porque ela é mais velha, uai! Essas velharias ficam ocupando o lugar dos mais novos...
Eis que havia um senhor ouvindo a conversa, que nem aparentava tanta idade assim, ele cutuca uma delas e diz:
- Minha filha, quantos anos você tem?
- Err... Eu... é...
- Uns 39?? Olha, então, se eu fosse você, eu dava um jeito de morrer esse ano, sem falta! Porque quarenta, já é velho, sabia?!
E saiu alegremente, empurrando seu carrinho.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Diálogos - parte 3
A mente fervendo, formando um turbilhão. Cabeça rodando, e o coração na mão!
"Talvez eu seja feliz, talvez eu apenas não queira. E se ele não fizer o que diz?... Ah!...Talvez isso seja só uma desculpa. E se ele for? E se for ele?", e o pensamento dela continuava a voar.
Muitas duvidas, poucas respostas. "Talvez não seja a hora.E se já passou? Vou! Não vou! Vou! Não vou! Aiiiii."
- Eiiii, você vem ou não?, ele interrompe seus pensamentos.
Passam minutos que parecem eras.
...
Na ausência de uma resposta,
ela abriu a porta.
Mas ele já havia fugido pela janela.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Diálogos - parte 2
Depois do sexo ela não podia acreditar que ELE finalmente tinha se rendido a ela. E logo quem... ELE. Numa euforia estranha ela não conseguia dormir, mas fingia, apenas pra poder se aconchegar NELE.
Em certo momento, ele se mexe com cuidado para olhar as horas. Agora, sabendo que ele ainda estava acordado, ela se mexe um pouco fingindo que ele a acordou:
- Anh? O que...
- Shhhhh - e a posiciona novamente com carinho em seu peito.
Magicamente, o coração se aquieta, e sorrindo, ela dorme!
Em certo momento, ele se mexe com cuidado para olhar as horas. Agora, sabendo que ele ainda estava acordado, ela se mexe um pouco fingindo que ele a acordou:
- Anh? O que...
- Shhhhh - e a posiciona novamente com carinho em seu peito.
Magicamente, o coração se aquieta, e sorrindo, ela dorme!
Diálogos
Pela primeira vez, desde que os dois decidiram "se conhecer melhor", ele e ela saem em meio aos amigos agora oficialmente como um casal.
Em um momento já descontraído da noite, ele diz:
- Meu bem, o que você quer comer?
" Meu bem? como assim Meu bem? " - pensa ela, se apavorando em seus pensamentos. Fica desorientada, sentindo uma mistura de medo e alegria com a demonstração tão espontânea de carinho do rapaz. E nesses segundos que parecem eternos ela pensa consigo mesma "diga alguma coisa, sua anta, qualquer coisa". E finalmente responde fingindo um ar de desentendimento, na esperança que ele repetisse o "Meu bem" que a deixou sem chão mas que de alguma maneira foi tão gostoso:
- Anh?
Ele fica calado, a demora da moça em responde-lo o faz perceber o uso do vocativo carinhoso que havia sido tão precoce. Se preocupa se os amigos o ouviram, pensa na zoação que haverá no escritório. E daí muda o tom da voz:
- Perguntei se você queria algo. - "como pude ser tão idiota, agora ela acha que eu a amo."
- Ah, não. Agora não, obrigada! - "como pude ser tão idiota, agora ele pensa que eu sou surda."
Em um momento já descontraído da noite, ele diz:
- Meu bem, o que você quer comer?
" Meu bem? como assim Meu bem? " - pensa ela, se apavorando em seus pensamentos. Fica desorientada, sentindo uma mistura de medo e alegria com a demonstração tão espontânea de carinho do rapaz. E nesses segundos que parecem eternos ela pensa consigo mesma "diga alguma coisa, sua anta, qualquer coisa". E finalmente responde fingindo um ar de desentendimento, na esperança que ele repetisse o "Meu bem" que a deixou sem chão mas que de alguma maneira foi tão gostoso:
- Anh?
Ele fica calado, a demora da moça em responde-lo o faz perceber o uso do vocativo carinhoso que havia sido tão precoce. Se preocupa se os amigos o ouviram, pensa na zoação que haverá no escritório. E daí muda o tom da voz:
- Perguntei se você queria algo. - "como pude ser tão idiota, agora ela acha que eu a amo."
- Ah, não. Agora não, obrigada! - "como pude ser tão idiota, agora ele pensa que eu sou surda."
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